quarta-feira, 27 - maio 2026 - 19:25



TIROS EM CONVENIÊNCIA

Ex-investigador da Polícia Civil vira réu por tentativa de homicídio em Cuiabá


Reprodução
Reprodução

A Justiça de Mato Grosso recebeu denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) contra o ex-investigador da Polícia Civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves, por tentativa de homicídio contra o também investigador Walfredo Raimundo Adorno Mourão Junior. O caso está relacionado à ocorrência que terminou com a morte do policial militar Thiago de Souza Ruiz, em abril de 2023, em Cuiabá.

A decisão foi proferida na terça-feira (26) pelo juiz Moacir Rogério Tortato, da 12ª Vara Criminal da Capital. Ao analisar a denúncia, o magistrado entendeu que estavam presentes os requisitos legais para o prosseguimento da ação penal e rejeitou a possibilidade de arquivamento.

Segundo o Ministério Público, a tentativa de homicídio teria ocorrido durante a mesma confusão que resultou na morte do PM. O fato veio à tona a partir do depoimento de Walfredo Mourão Junior durante o Tribunal do Júri que julgou o caso de Thiago Ruiz. Na ocasião, ele afirmou que um dos disparos efetuados por Mário Wilson passou próximo ao seu rosto, conseguindo se desviar a tempo. Walfredo estava na companhia do policial militar no momento da ocorrência.

Na decisão, o juiz enquadrou o acusado no artigo 121, §2º, incisos II e IV, combinado com o artigo 14, inciso II, do Código Penal, que trata de tentativa de homicídio qualificado.

Com o recebimento da denúncia, Mário Wilson deverá ser citado para apresentar defesa no prazo de dez dias.

Julgamento anterior

O ex-investigador já havia sido julgado pelo Tribunal do Júri entre os dias 12 e 14 de maio deste ano, em razão da morte do policial militar Thiago Ruiz. Na ocasião, os jurados desclassificaram a acusação de homicídio doloso para homicídio culposo e o condenaram a dois anos de prisão em regime aberto.

Durante o julgamento, foram exibidas imagens de câmeras de segurança que registraram uma luta corporal entre os envolvidos antes dos disparos.

Em seu depoimento, Mário Wilson alegou legítima defesa. “Pra não morrer. Eu atirei pra não morrer. Ele estava me enforcando pelas costas”, declarou ao júri.


Entre no nosso canal do Whatsapp e receba noticias em tempo real. Clique Aqui
+