- CUIABÁ
- SEXTA-FEIRA, 29 , MAIO 2026
O governador em exercício de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou que a atual gestão tem sido alvo de “espetacularização” por parte de adversários políticos diante das críticas relacionadas à qualidade do asfalto da MT-170, antiga BR-174, no noroeste do estado. Segundo ele, problemas em obras são “pontuais” e compatíveis com o volume de investimentos realizados pelo governo nos últimos anos.
A declaração foi feita ao comentar os questionamentos sobre trechos da rodovia que apresentam falhas estruturais. A estrada, que foi estadualizada, entrou na mira do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), que anunciou vistoria técnica para apurar as denúncias feitas por moradores e lideranças políticas.
“Nós fizemos quase 7 mil quilômetros de novas rodovias. É normal que tenha mil quilômetros com algum problema. O que não podemos é ser passivos e aceitar isso como normal”, declarou Pivetta. “Agora, o que estão fazendo é muita espetacularização de alguns problemas pontuais que tivemos”, acrescentou.
Durante a entrevista, o governador em exercício também saiu em defesa do secretário estadual de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira, destacando a permanência dele à frente da pasta há mais de sete anos. Pivetta ressaltou que o gestor possui autonomia para tomar decisões administrativas e negou qualquer irregularidade na condução dos contratos.
“O secretário está há sete anos e quatro meses no cargo, sendo o mais longevo da história de Mato Grosso. Existe algum processo por improbidade contra ele?”, questionou.
As críticas à situação da MT-170 ganharam repercussão após manifestações do senador Wellington Fagundes (PL), que chegou a trocar declarações públicas com o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) sobre a qualidade das obras executadas na região.
Pivetta confirmou ainda que o Governo do Estado iniciou o processo de rescisão contratual com as empresas responsáveis pelos lotes 1 e 2 da pavimentação da rodovia, entre os municípios de Castanheira e Juruena. Segundo ele, houve tentativa de acordo com as construtoras, mas as propostas apresentadas não atenderam ao interesse público.
“Nós conversamos com as empresas, mas as propostas apresentadas não eram do interesse público. Agora, será seguido o rito legal, com a rescisão dos contratos e os encaminhamentos jurídicos necessários para buscar o ressarcimento dos prejuízos ao Estado”, afirmou.
A obra de pavimentação da antiga BR-174 está dividida em seis lotes e soma 271,6 quilômetros de extensão. Conforme a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra), os problemas identificados nos dois primeiros trechos estariam relacionados a falhas na execução dos serviços realizados pelas empresas MT Sul e Agrimat, que já foram notificadas e deverão apresentar defesa.