domingo, 7 - junho 2026 - 19:20



COMBUSTÍVEIS

MT e outros quatro estados lideram queda no etanol


O etanol hidratado recuou 5,6% no mês, para média nacional de R$ 4,488 por litro
O etanol hidratado recuou 5,6% no mês, para média nacional de R$ 4,488 por litro

Mato Grosso figura entre os cinco estados brasileiros que registraram as maiores reduções no preço médio do etanol hidratado em maio. O biocombustível apresentou a maior queda entre os combustíveis monitorados no período, em um movimento de acomodação após altas registradas desde o início do ano.

Segundo levantamento do Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, com apoio técnico da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o etanol hidratado recuou 5,6% no mês, com média nacional de R$ 4,488 por litro.

De acordo com o estudo, a retração está relacionada principalmente ao avanço da safra 2026/27 de cana-de-açúcar no Centro-Sul, o que ampliou a oferta do produto e pressionou os preços nas bombas.

A queda no etanol foi acompanhada por outros combustíveis. No mesmo período, o diesel comum e o diesel S-10 registraram recuo de 3,3%. As gasolinas comum e aditivada caíram 1,0%. O único combustível com alta foi o GNV, que avançou 0,3%.

Maiores quedas do etanol por estado

O levantamento aponta que o Distrito Federal liderou a redução no preço do etanol hidratado, com queda de 10,0%. Em seguida aparecem São Paulo (-7,2%), Minas Gerais (-6,0%), Paraná (-5,1%) e Mato Grosso (-4,9%), que fecha o grupo dos cinco maiores recuos.

No estado mato-grossense, o preço médio ficou em R$ 4,418 por litro.

Combustíveis ainda em patamares elevados no ano

Apesar do recuo pontual, os combustíveis fósseis seguem acumulando altas significativas em 2026. No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, o diesel S-10 lidera a elevação, com alta de 16,8%, seguido pelo diesel comum (+16,6%), gasolina comum (+7,5%), gasolina aditivada (+7,2%) e etanol hidratado (+0,3%). O GNV é o único com queda no período (-1,6%).

Na comparação em 12 meses, o cenário se repete, com destaque para as altas do diesel S-10 (+16,1%) e do diesel comum (+15,7%), enquanto o GNV acumula recuo de 4,9%.

Segundo o levantamento, a entrada mais forte da safra de cana-de-açúcar no Centro-Sul contribuiu para o aumento da oferta e a redução dos preços do etanol, ampliando sua competitividade em relação à gasolina em parte dos mercados regionais.

Apesar da queda recente, especialistas destacam que o setor ainda convive com volatilidade influenciada por fatores internacionais, como o preço do petróleo e tensões geopolíticas, além de dinâmicas internas de repasse aos consumidores.

Poder de compra melhora no trimestre

O estudo também aponta melhora no poder de compra das famílias no primeiro trimestre de 2026, mesmo com combustíveis ainda em patamares elevados. O abastecimento de um tanque de 55 litros com gasolina comum comprometeu, em média, 5,5% da renda domiciliar no país e 3,7% nas capitais — os menores níveis desde 2017.

Apesar do avanço, o levantamento ressalta que ainda há desigualdades regionais, com maior impacto do combustível no orçamento familiar nas regiões Norte e Nordeste.


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