segunda-feira, 29 - junho 2026 - 09:33



EDUCAÇÃO

Estudo revela desigualdades educacionais em MT e ranking municipal


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Dados do Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026, divulgados neste mês, revelam desigualdades significativas entre os municípios de Mato Grosso nos indicadores de acesso à educação básica e ao ensino superior.

O levantamento mostra que, enquanto algumas cidades apresentam desempenho elevado em acesso ao conhecimento, outras ainda enfrentam dificuldades estruturais que impactam a permanência e o desempenho dos estudantes.

Acesso à educação básica varia entre municípios

No indicador de Acesso ao Conhecimento Básico, que integra a dimensão Fundamentos do Bem-Estar, os municípios mato-grossenses apresentam forte variação.

Cidades como Figueirópolis D’Oeste (81,92 pontos), Reserva do Cabaçal (80,99), Nova Marilândia (80,60) e Dom Aquino (80,04) estão entre as melhores avaliadas no estado.

Na outra ponta, os menores índices foram registrados em Cocalinho (61,41), Nova Brasilândia (61,57), Vila Bela da Santíssima Trindade (63,28) e Rondolândia (63,60).

Segundo o estudo, o indicador considera fatores como abandono escolar no ensino fundamental e médio, evasão, distorção idade-série, reprovação e desempenho no Ideb.

Brasil ainda enfrenta desafios educacionais

De acordo com o IPS Brasil 2026, a dimensão Fundamentos do Bem-Estar registrou média nacional de 68,81 pontos, enquanto o componente de acesso ao conhecimento básico alcançou 76,11 pontos.

Apesar da ampla rede de ensino, o estudo aponta que o país ainda convive com desafios relacionados à qualidade da educação, desigualdade de acesso e disparidades regionais.

Ensino superior amplia desigualdades

O indicador de Acesso ao Ensino Superior, que integra a dimensão Oportunidades, apresenta ainda mais disparidades entre os municípios.

Em Mato Grosso, Cuiabá lidera o ranking estadual com 69,44 pontos, seguida por Primavera do Leste (65,59) e Nova Marilândia (65,36).

Na outra ponta, os menores índices estão concentrados em municípios de pequeno porte, com baixa presença de profissionais com formação superior no mercado de trabalho.

O indicador considera o percentual de trabalhadores com ensino superior, a participação de mulheres empregadas com nível superior e o desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A média nacional foi de 45,97 pontos.

O ranking dos dez municípios com melhores resultados é composto majoritariamente por cidades de pequeno porte. Confira:

  • Figueirópolis D’Oeste – 81,92
  • Reserva do Cabaçal – 80,99
  • Nova Marilândia – 80,60
  • Dom Aquino – 80,04
  • Lucas do Rio Verde – 79,92
  • Ipiranga do Norte – 79,89
  • Torixoréu – 79,75
  • Ponte Branca – 79,65
  • Indiavaí – 79,58
  • Glória D’Oeste – 79,55

Confira os dez municípios com os menores índices:

  • Cocalinho – 61,41
  • Nova Brasilândia – 61,57
  • Vila Bela da Santíssima Trindade – 63,28
  • Rondolândia – 63,60
  • Campinápolis – 63,67
  • Aripuanã – 65,16
  • Santo Antônio do Leste – 65,54
  • Planalto da Serra – 67,20
  • Marcelândia – 67,40
  • Nova Maringá – 67,64


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