- CUIABÁ
- DOMINGO, 12 , JULHO 2026
Mato Grosso já contabiliza 26 feminicídios confirmados em 2026, segundo dados do Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT). O levantamento aponta que junho foi o mês com maior número de registros de assassinatos de mulheres motivados por violência de gênero.
Cuiabá e Várzea Grande concentram o maior número de ocorrências no estado, com três casos registrados em cada município. Na sequência aparecem Vila Bela da Santíssima Trindade e Tangará da Serra, com dois feminicídios cada.
Outros municípios que registraram casos de feminicídio ao longo do ano foram Tapurah, Sinop, São José do Xingu, Rondonópolis, Poxoréu, Porto dos Gaúchos, Nova Maringá, Nova Bandeirantes, Lucas do Rio Verde, Itaúba, Guarantã do Norte, Chapada dos Guimarães, Brasnorte e Castanheira, com uma ocorrência cada.
Entre os casos recentes incluídos no levantamento está o assassinato da professora Adélia Cristina de Oliveira Batista, de 49 anos, encontrada morta no dia 29 de junho, em uma propriedade rural localizada em um assentamento no município de Castanheira, a 787 quilômetros de Cuiabá.
Conforme o registro policial, a vítima foi dada como desaparecida após sair em direção aos fundos da propriedade e não retornar. Durante as buscas realizadas por moradores, o corpo da professora foi localizado dentro de uma represa.
O namorado da vítima, Joel Laureano Ferreira, de 46 anos, foi preso suspeito pelo crime. De acordo com as investigações, ele teria cometido o assassinato por estrangulamento e, posteriormente, ocultado o corpo no local.
O caso foi inserido no banco de dados do Observatório Caliandra em julho, passando a integrar as estatísticas oficiais de feminicídios registrados em Mato Grosso.
Os dados reforçam o cenário de alerta para a violência contra a mulher no estado e a necessidade de fortalecimento das ações de prevenção, proteção às vítimas e combate aos crimes de gênero.