- CUIABÁ
- TERÇA-FEIRA, 11 , AGOSTO 2026
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou nesta terça-feira (11) que a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), deve avaliar a adoção de medidas após a divulgação de imagens que mostram o diretor-presidente do Departamento de Água e Esgoto (DAE), Rogerinho Dakar (PSDB), recebendo maços de dinheiro.
A declaração ocorre em meio à repercussão do vídeo, que mostra Rogerinho entrando em uma sala e recebendo dinheiro de um homem. Na sequência, ele aparece colocando as cédulas no bolso e, posteriormente, recebendo uma sacola que também aparenta conter dinheiro. Até o momento, não foram esclarecidos o valor, a origem e a finalidade dos recursos.
“Pelas cenas que eu vi, obviamente tem que tomar providência. Eu não sou especialista nisso”, afirmou Pivetta ao ser questionado sobre o episódio. Ele destacou que eventual decisão cabe à prefeita, responsável pela administração do DAE.
Pivetta também fez questão de esclarecer que o Governo de Mato Grosso não repassa diretamente recursos financeiros ao DAE. Segundo ele, a participação do Estado ocorre por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra), responsável pela aquisição de equipamentos e materiais destinados a melhorar o abastecimento de água no município.
“O DAE não está sob intervenção. O DAE continua sendo uma autarquia do município de Várzea Grande. O que nós estamos fazendo é uma aliança”, explicou o governador.
A atuação estadual ocorre dentro de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que prevê investimentos de até R$ 60 milhões em equipamentos e materiais para ajudar a normalizar o fornecimento de água à população.
“Nós não estamos colocando dinheiro no DAE. Nós estamos colocando a Sinfra, que está adquirindo os equipamentos e os materiais necessários”, reforçou Pivetta.
Rogerinho nega irregularidades
Após a repercussão das imagens, Rogerinho Dakar afirmou que não cometeu irregularidades e defendeu sua atuação à frente da autarquia. Ele declarou que está disposto a colocar seus dados financeiros à disposição para esclarecer o episódio.
“Enquanto presidente do DAE, estamos trabalhando com seriedade, com transparência. Em cinco meses já fizemos mais de 14 licitações”, afirmou.
O presidente do DAE também questionou o momento da divulgação do vídeo, em meio ao período eleitoral, e levantou a possibilidade de motivação política na associação das imagens à sua gestão. Até o momento, não há informação pública que esclareça a origem ou a finalidade do dinheiro mostrado na gravação.