- CUIABÁ
- DOMINGO, 16 , AGOSTO 2026
Ana Cristina Pacheco Matos, de 20 anos, foi morta pelo namorado, identificado como Pépi, com um tiro na nuca na manhã deste sábado (15), na Rua Caju, na região do bairro Alvorada. O crime ocorreu na presença do filho pequeno do casal.
O local do crime fica próximo à residência onde o suspeito mora, na Rua Cáceres. Ele também mantém uma loja de assistência técnica de celulares na região. A Polícia Civil realiza buscas para localizar o homem, que é conhecido pelo apelido de “Pépi” e já foi identificado pelos investigadores.
Em entrevista ao FatoAgora, o delegado Bruno Abreu, disse que Ana Cristina foi socorrida e encaminhada para uma unidade hospitalar, mas não resistiu. Ela morreu às 7h18, após sofrer uma parada cardiorrespiratória provocada pela perfuração de arma de fogo na região da nuca.
Conforme os primeiros levantamentos, o suspeito teria chegado ao imóvel por volta das 5h, efetuado o disparo contra Ana Cristina, trancado a porta e deixado o local. O delegado afirmou que testemunhas também relataram ameaças anteriores.
“Ele chegou em torno de 5h da manhã, efetuou o disparo, trancou a porta e foi embora”, afirmou Bruno Abreu.
Durante a perícia, os investigadores encontraram uma mala com roupas já preparada dentro da residência. Para a polícia, o material pode estar relacionado a uma tentativa de criar um álibi, já que o suspeito teria alegado que estava viajando ou que pretendia deixar a cidade.
A cena do crime não estava preservada quando a polícia chegou, porque Ana Cristina já havia sido retirada para receber atendimento médico. Mesmo assim, o delegado requisitou a perícia para levantar vestígios que possam ajudar a esclarecer a dinâmica do assassinato.
Filho ficou ao lado do corpo da mãe
Ana Cristina e o suspeito têm um filho pequeno, de aproximadamente dois ou três anos. Segundo o delegado, a criança teria encontrado a mãe já ferida após o pai deixar o imóvel.
“A criança acordada naquele estado, de choque, e ela já sem vida”, relatou o delegado.
A Polícia Civil mantém as buscas pelo suspeito. Segundo Bruno Abreu, caso ele não seja localizado em flagrante, os investigadores deverão representar pela prisão preventiva.
Ver essa foto no Instagram