- CUIABÁ
- SEXTA-FEIRA, 16 , OUTUBRO 2026
A candidata ao Governo de Mato Grosso, Doutora Natasha Slhessarenko (PSD), afirmou nesta quinta-feira (1º) que foi “calada” durante a campanha eleitoral e criticou as restrições impostas à sua propaganda eleitoral. A declaração ocorreu na chegada ao segundo e último debate entre os candidatos ao Palácio Paiaguás antes do primeiro turno.
Questionada sobre a estratégia para o confronto, Natasha afirmou que pretende priorizar propostas, mas avisou que responderá caso seja atacada pelos adversários.
“É sempre momento de propostas. Mas aquilo que eu sempre falo: vieram com confronto do pescoço para baixo, vai ser tudo canela”, declarou.
A candidata também comentou sua postura no debate anterior, quando partiu para o confronto principalmente com o governador e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos).
“Eu fui porque ele veio para cima de mim, falando que eu era da velha política. Olha, tem a vergonha. Então, realmente, sendo tranquilo, só com propostas, vamos partir para as propostas”, afirmou.
Na sequência, Natasha criticou as decisões que restringiram a divulgação de conteúdo relacionado a uma reportagem do programa Fantástico, da TV Globo, sobre um episódio envolvendo Pivetta.
“É importante dizer que eu fui calada. Eu e todas as mulheres mato-grossenses fomos caladas de mostrar aí o episódio que o governador está envolvido aí com agressão à mulher. Mas eu não vou me calar, não me calo”, disse.
A candidata afirmou ainda que pretende abordar o tema durante o debate, apesar das restrições impostas pela Justiça Eleitoral. “Esse assunto precisa vir à tona”, declarou.
Propaganda suspensa
Na terça-feira (29), o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) determinou a suspensão da propaganda eleitoral gratuita da campanha de Natasha no rádio e na televisão até esta quinta-feira (1º).
A decisão foi tomada pelo corregedor regional eleitoral, desembargador Marcos Machado, em uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) apresentada pela coligação de Pivetta.
Segundo a decisão, a campanha de Natasha teria descumprido determinações anteriores que proibiam a veiculação de conteúdos relacionados à reportagem do Fantástico. Conforme os autos, o material chegou a ser exibido outras oito vezes em oito emissoras, além de inserções em rádios.
A Justiça também apontou que novas peças publicitárias faziam referência à decisão judicial e utilizavam QR Code e orientações para que os eleitores pesquisassem termos relacionados ao governador e à reportagem.
Na avaliação registrada na decisão, a propaganda apresentava a acusação sem informar que os procedimentos relacionados ao episódio haviam sido arquivados. Por isso, o magistrado determinou a suspensão das inserções e elevou a multa para R$ 100 mil por eventual novo descumprimento.