quinta-feira, 1 - outubro 2026 - 16:46



'RABO PRESO'

Galvan rejeita 'voto de gratidão' em Mauro e cola Janaina em pai condenado por corrupção


Da Redação/ FatoAgora
Reprodução
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O candidato ao Senado Galvan (Avante) questionou o chamado “voto de gratidão” em favor do ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) e também citou a candidata Janaína Riva (MDB) ao questionar a independência dos adversários para atuar no Senado.

Galvan reconheceu a atuação de Mauro Mendes no Governo de Mato Grosso, mas diferenciou a avaliação da gestão estadual da escolha de um representante para o Senado.

“Voto de gratidão? Você, eleitor, pode pôr a perder uma nação. Reconhecer que o nosso ex-governador fez um excelente trabalho, um ótimo trabalho aqui no Mato Grosso como executivo, eu concordo plenamente. Agora, nós estamos falando em Senado, nós estamos falando num problema do país.”

Investigações

Na sequência, Galvan citou as investigações que envolvem Mauro Mendes e questionou se o ex-governador teria independência para atuar no Senado diante de apurações em diferentes instâncias da Justiça.

“Hoje, o ex-governador e atual candidato ao Senado, Mauro Mendes, já tem processos na Suprema Corte, tem processos aqui também na primeira instância, e todos eles vão ir lá para o STF”, declarou.

Entre os casos está a Operação Heritage, conduzida pela Polícia Federal e determinada pelo STF, que investiga suspeitas relacionadas a um acordo de cerca de R$ 308 milhões entre o Governo de Mato Grosso e a Oi. Mauro Mendes é um dos investigados e foi submetido a medidas cautelares.

Também há uma investigação no STJ sobre o credenciamento do Banco Master para operar o Credcesta, programa de crédito consignado destinado a servidores de Mato Grosso. Outro caso é a investigação decorrente da Operação Hermes, que apura comércio ilegal de mercúrio e chegou ao STJ.

Janaína Riva

Galvan também citou Janaína Riva ao falar sobre os candidatos que, segundo ele, poderiam chegar ao Senado com vínculos que comprometeriam sua independência.

No caso da candidata do MDB, Galvan relacionou sua avaliação à situação do pai dela, o ex-deputado estadual e ex-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso José Geraldo Riva.

Riva foi alvo de dezenas de processos e investigações por desvios de recursos públicos durante sua trajetória política. O ex-deputado também teve decisões analisadas pelo STF, incluindo julgamentos relacionados a prisões preventivas e habeas corpus.

Ele foi preso 4 vezes e passou mais de 200 dias sob custódia. Mas hoje responde aos seus processos e condenações em liberdade por conta de acordo de colaboração premiada.

Independência no Senado

Galvan relacionou as críticas à atuação que o Senado exerce sobre ministros do STF. Pela Constituição, cabe ao Senado processar e julgar ministros da Suprema Corte por crimes de responsabilidade.

“Será que eles terão coragem de votar para caçar o ministro daqueles lá que tanto precisa ser feito? Eu não vi em nenhuma das falas deles, em nenhuma entrevista de todas que foram feitas pela mídia, eles falarem que vão votar impeachment.”

Ao final, Galvan ampliou a crítica aos adversários e apresentou sua própria candidatura como uma opção sem os vínculos que, segundo ele, poderiam limitar a atuação de um senador.

“Por isso, não vamos votar para gente que já vai para o nosso Senado com o rabo preso. Eu não tenho esse problema”, afirmou.


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