terça-feira, 13 - outubro 2026 - 16:58



EXTREMA VIOLÊNCIA

Laudo pericial aponta que professor foi esfaqueado diversas vezes ainda vivo


Allan Mesquita / Da Redação
Caso Breno
Caso Breno

O laudo médico-legal da morte do professor Breno Antônio Humberto de Moraes, de 25 anos, aponta uma sequência de ferimentos provocados por arma branca, incluindo lesões profundas no pescoço e no abdômen, além de três ferimentos cortantes na genitália externa. Os exames evidenciam a intensidade da violência sofrida pela vítima, que estava desaparecida desde 26 de setembro e foi encontrada morta em 8 de outubro, em uma área de brejo de Várzea Grande.

A causa da morte foi identificada como choque hemorrágico decorrente de hemorragia aguda, provocado principalmente por lesões vasculares no pescoço e no abdômen. Segundo as informações do exame, os ferimentos foram produzidos enquanto Breno ainda estava vivo. A quantidade, a localização e a profundidade das lesões reforçam a dimensão da violência empregada no crime.

O exame também identificou três ferimentos cortantes na genitália externa. Nesse caso, as lesões foram classificadas como cortantes, e não como perfurocortantes. A multiplicidade e a natureza dos ferimentos são elementos que podem ser considerados na análise das circunstâncias do assassinato e de eventual emprego de meio cruel.

Delegado apontou frieza do suspeito

O delegado Bruno Abreu afirmou que Elias Samuel Delgado da Silva, de 26 anos, principal suspeito do crime, demonstrou frieza durante a abordagem policial e o interrogatório. Segundo o investigador, o homem inicialmente resistiu a colaborar, mas começou a fornecer informações após ser confrontado com provas técnicas reunidas pela Polícia Civil.

“É uma pessoa muito fria. No início da prisão, os primeiros 30 minutos ele foi um pouco relutante, mas, após eu apresentar para ele algumas provas técnicas, ele começou a conversar e começou a detalhar algumas coisas para nós”, declarou o delegado.

Elias foi preso na região do Manso e, após horas de conversa com os investigadores, indicou o local onde o corpo estava. Apesar disso, negou ter matado o professor e apresentou uma versão segundo a qual outras pessoas teriam levado Breno até a área e cometido o crime.

Investigação

A Polícia Civil também apura a possível participação de um segundo homem, amigo do principal suspeito, que já foi identificado e é procurado. Uma das hipóteses investigadas é que os dois tenham combinado o assassinato.

Outra linha de investigação envolve uma suposta chantagem. Em depoimento, Elias alegou que Breno ameaçava revelar à esposa dele fotos e conversas envolvendo outras mulheres. A motivação do crime e as circunstâncias da relação entre os dois ainda são apuradas.

O celular da esposa do suspeito foi apreendido e deverá ser analisado para auxiliar na investigação. O caso provocou forte comoção entre familiares e amigos do professor, que compareceram ao velório e ao sepultamento, em 10 de outubro, e cobraram Justiça e responsabilização de todos os envolvidos.


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