- CUIABÁ
- SEXTA-FEIRA, 16 , OUTUBRO 2026
A vice-governadora eleita de Mato Grosso, Gisela Simona (União), saiu em defesa da estabilidade do funcionalismo público e rebateu a intenção do ex-governador e senador eleito Mauro Mendes (União) de acabar com o direito da categoria. Servidora efetiva do Procon-MT, Gisela afirmou que, sem a garantia funcional, os trabalhadores ficam impossibilitados de desempenhar as funções com eficiência e independência.
Durante participação no programa Roda de Entrevista, a vice-governadora eleita usou a própria experiência no órgão de proteção ao consumidor para exemplificar a importância da regra. Segundo ela, a estabilidade é o que garante a fiscalização de grandes empresas, que muitas vezes possuem livre acesso aos ocupantes de cargos de poder na administração pública.
“Eu sou a favor da estabilidade do servidor público. Quem é servidor público sabe que, na verdade, se acabar essa estabilidade, muitas vezes nós ficamos impossibilitados de executar os serviços da forma eficiente como tem que ser”, afirmou. “Às vezes não conhecer como funciona o serviço público por dentro faz você ter alguns posicionamentos equivocados”, acrescentou.
Para Gisela, críticas à estabilidade costumam partir de quem ignora o funcionamento interno da máquina pública. Ela defendeu que a busca por maior produtividade deve ocorrer por meio da valorização e de premiações por resultados, citando como exemplo a criação do 14º salário e de adicionais de desempenho já adotados pelo Estado.
A vice-governadora eleita também classificou como um “entendimento equivocado” a ideia de que o servidor público não pode ser demitido. Ela lembrou que a legislação prevê mecanismos de punição, como o Processo Administrativo Disciplinar (PAD), aptos a exonerar profissionais que cometam irregularidades, atos de corrupção ou descumpram suas funções.