- CUIABÁ
- DOMINGO, 25 , OUTUBRO 2026
As carretinhas de som, conhecidas como “treme-treme”, continuam na mira da fiscalização em Cuiabá, mas já são menos frequentes nas ruas da capital. Segundo a secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, a combinação entre fiscalização e conscientização tem contribuído para reduzir as ocorrências de poluição sonora, embora os equipamentos irregulares ainda sejam apreendidos.
Questionada sobre a situação dos equipamentos, que já provocaram reclamações na capital, Juliana afirmou que os casos não foram completamente eliminados. Segundo ela, os equipamentos ainda são apreendidos quando há irregularidades, mas a incidência diminuiu devido ao controle e à fiscalização.
“Essas carretinhas ainda são apreendidas. Diminuiu bastante a incidência disso, acredito que pelo controle, pela fiscalização, e quero acreditar também que pela consciência das pessoas”, declarou em entrevista ao FatoAgora.
A secretária explicou que veículos equipados com grandes caixas de som podem ultrapassar os limites de decibéis permitidos, principalmente quando utilizados em locais abertos, sem isolamento ou tratamento acústico. Nessas situações, o barulho pode causar transtornos à população e motivar ações dos órgãos responsáveis.
Fiscalização depende de atuação conjunta
Juliana ressaltou que o enfrentamento à poluição sonora envolve diferentes frentes. A Prefeitura pode atuar na esfera administrativa, enquanto os órgãos de segurança pública podem tomar providências quando a situação configurar contravenção penal ou possível crime ambiental, conforme o caso.
Para a secretária, porém, a fiscalização não é suficiente sem a participação da sociedade. Ela defendeu que as pessoas que promovem festas e utilizam equipamentos de som também assumam a responsabilidade de respeitar os limites de ruído e o sossego dos moradores.
“Podemos ter uma fiscalização efetiva, rígida, tanto da prefeitura quanto da segurança pública, mas, se a gente não tiver a consciência enquanto sociedade sobre isso, a gente vai continuar gastando um esforço, um dinheiro, um recurso público em algo que cada um pode contribuir individualmente”, afirmou.
A gestora destacou que a conscientização coletiva pode contribuir para reduzir os casos de poluição sonora e evitar que recursos públicos sejam direcionados continuamente para ocorrências que poderiam ser prevenidas com atitudes individuais.
Mesmo com a redução registrada, a orientação é que os responsáveis pelo uso de equipamentos sonoros respeitem os limites estabelecidos e evitem situações que prejudiquem a tranquilidade da população.
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