- CUIABÁ
- QUARTA-FEIRA, 21 , OUTUBRO 2026
“Para mim foi uma surpresa. Não sei qual o fundamento do Gaeco com relação a essas denúncias que tiveram, que parece que é compra de votos. Eu não acredito muito nessa história”, declarou.
Júlio Campos argumentou que a disputa pela presidência da Câmara foi acirrada e decidida por apenas um voto, o que, na avaliação dele, não seria suficiente para sustentar as suspeitas sem que os fatos sejam devidamente esclarecidos. “Eu não acredito também que tenha algum fundamento, mas vamos aguardar. A polícia está investigando e só cabe a nós ver o que vai ocorrer daqui para frente”, afirmou.
O deputado também levantou questionamentos sobre a condução das diligências, incluindo o uso de um drone para monitorar uma reunião em uma chácara. Ele questionou se havia autorização judicial para o procedimento e criticou a abordagem policial envolvendo vereadores que estavam no local.
“É meio estranho, porque mandar drone fiscalizar a chácara dos outros, talvez sem ordem, tinha ordem judicial para isso? Como que a polícia vai fiscalizar com drone uma reunião, um congraçamento?”, questionou.
O parlamentar ainda mencionou que um dos vereadores abordados pela polícia teria sido flagrado com dinheiro, mas que, segundo as informações que chegaram até ele, o valor seria destinado ao pagamento de serviços. A situação, na avaliação de Júlio Campos, tornou o caso ainda mais controverso.
Suspeita de perseguição
Questionado sobre a possibilidade de perseguição política, Júlio Campos afirmou considerar estranha a situação e citou denúncias anteriores relacionadas à administração municipal de Várzea Grande que, segundo ele, não tiveram o mesmo desdobramento.
“Há várias denúncias que já fizeram com relação à administração municipal, da gestão da prefeita Flávia Moretti, e nunca houve nenhum prosseguimento. Essa da Câmara Municipal também, não sei se tem fundamento ou não, mas é meio estranho”, disse.
A operação, denominada Cathedra Venalis, investiga suspeitas de corrupção e compra de votos durante a disputa pela Mesa Diretora do Legislativo municipal. O presidente da Câmara, Wanderley Cerqueira, está entre os alvos da investigação e criticou a atuação policial, alegando que a apuração teria motivação política.
O caso também repercutiu no plenário da Câmara, onde houve um bate-boca entre Cerqueira e o vereador Rios durante uma sessão. Na ocasião, o presidente teria dito ao colega: “Você vai pagar, meu filho”. Rios reagiu e afirmou que não aceitaria intimidações, ressaltando que responde pelos próprios atos.
A eleição da Mesa Diretora também está no centro da controvérsia após ter sido anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), com a necessidade de realização de um novo pleito.
Ao comentar o episódio, Júlio Campos afirmou que prefere não se aprofundar no assunto, já que está próximo de encerrar seu mandato na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Apesar das críticas e dos questionamentos, disse esperar que a investigação seja concluída sem prejuízos aos envolvidos.
“Lamento profundamente e espero que resolva a contento, sem nenhum problema, não só com os vereadores de Várzea Grande, mas também com os dois vereadores da capital”, concluiu.
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