sábado, 24 - outubro 2026 - 09:00



CADEIRA OCUPADA

Waldir Teis adia aposentadoria para 2028 e frustra planos de deputados no TCE


Allan Mesquita/ Da Editoria
Deputados cotados TCE
Deputados cotados TCE

O conselheiro Waldir Teis decidiu permanecer no Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) até atingir a idade da aposentadoria compulsória, em outubro de 2028, frustrando os planos de deputados estaduais que esperavam disputar uma eventual vaga na Corte. A informação foi confirmada pelo deputado Júlio Campos (União Brasil), durante sessão da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), nesta quarta-feira (21).

Segundo Júlio, a possibilidade de antecipação da aposentadoria de Teis alimentou conversas nos bastidores políticos e levou parlamentares a manifestarem interesse em ocupar o posto. Entre eles está o deputado Dilmar Dal Bosco (União Brasil), que teria procurado Júlio poucos dias após as eleições de 2022 para dizer que estava disposto a concorrer à vaga no Tribunal de Contas.

Caso um deputado estadual seja escolhido para o cargo, a saída da Assembleia abriria espaço para que Júlio Campos assumisse o mandato, já que ele foi o primeiro suplente da chapa. A eventual substituição, no entanto, dependeria da definição da vaga no TCE e dos procedimentos para escolha do novo conselheiro.

O assunto ganhou força após rumores de que Teis poderia deixar o cargo antecipadamente, em meio a um desgaste interno com o presidente do TCE-MT, Sérgio Ricardo. No entanto, o conselheiro descartou publicamente a possibilidade de aposentadoria antes do prazo. Durante sessão do tribunal, em 13 de outubro, afirmou que ainda tem disposição para continuar trabalhando.

“Eu não vou me aposentar, vou continuar”, declarou na ocasião, ao pedir o fim das especulações sobre sua saída. Teis reconheceu que chegou a pensar na aposentadoria após receber sugestões para deixar a função, mas disse que ainda tem contribuições a oferecer à Corte.

A aposentadoria compulsória está prevista para 21 de outubro de 2028, quando Teis completará 75 anos. Até lá, a abertura antecipada da vaga dependeria de uma eventual decisão voluntária do conselheiro de deixar o tribunal.

Júlio afirmou que, antes de a permanência de Teis ser definida, chegou a consultar o presidente da Assembleia, Max Russi (Podemos), sobre o procedimento para a escolha de um eventual substituto. Segundo ele, a indicação seria submetida ao plenário, diante do interesse de diferentes parlamentares.

Além de Dilmar, Júlio citou Sebastião Rezende (União Brasil), Eduardo Botelho (MDB) e Carlos Avallone (PSDB) como deputados interessados na cadeira. A vaga pertence à cota de indicação da Assembleia Legislativa, mas a escolha não precisa necessariamente recair sobre um parlamentar.

Com a decisão de Teis de permanecer no cargo, a disputa fica suspensa, e Júlio Campos terá de aguardar uma eventual mudança no comando da cadeira para tentar retornar à Assembleia caso Dilmar seja escolhido para o TCE.


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