domingo, 28 - junho 2026 - 16:51



POLÍTICA PARTIDÁRIA

Abilio promete lealdade ao PL, mas evita críticas a Pivetta


O prefeito Abilio Brunini disse que respeitará decisão do PL
O prefeito Abilio Brunini disse que respeitará decisão do PL

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que não adotará postura de ruptura com o Partido Liberal e que seguirá as diretrizes definidas pela sigla, que tem o senador Wellington Fagundes (PL) como pré-candidato ao Governo de Mato Grosso.

“Eu não farei manifestação contrária ao PL. Eu não vou trair o meu partido na decisão”, declarou o prefeito.

A fala ocorre em meio à movimentação de prefeitos do PL que já anunciaram apoio à pré-candidatura do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Apenas nesta semana, gestores municipais da sigla em Rondonópolis, Campo Novo do Parecis e Primavera do Leste declararam apoio ao projeto de reeleição de Pivetta, evidenciando divisões internas no partido.

Fidelidade partidária e alinhamento

Abilio relembrou que contou com o apoio do PL durante sua campanha à Prefeitura de Cuiabá e reforçou que pretende respeitar as decisões que forem tomadas pela legenda na convenção partidária.

Apesar da declaração de lealdade, ele afirmou que não fará campanha contra Pivetta, com quem mantém relação política próxima. Segundo o prefeito, sua postura será de neutralidade em disputas internas.

“Posso até não fazer uma manifestação favorável conforme o partido deseja, mas também não farei uma manifestação contrária”, disse.

Cenário de disputas internas

O governador Pivetta, embora filiado ao Republicanos, mantém diálogo com lideranças do PL e, segundo aliados, deve receber apoio de outros prefeitos da sigla nas próximas semanas. Entre eles está a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), que também mantém proximidade política com o governador.

O presidente estadual do PL, Ananias Filho, afirmou recentemente que o partido cobrará alinhamento de seus filiados e poderá adotar medidas contra membros que apoiem candidatos de siglas adversárias, classificando casos de infidelidade como “traição partidária”.

O cenário expõe um momento de tensão interna no PL em Mato Grosso, marcado por disputas de apoio e tentativa de unificação das bases para as eleições futuras.

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