- CUIABÁ
- SEXTA-FEIRA, 16 , OUTUBRO 2026
O prefeito Abilio Brunini (PL) criticou o grupo que sustenta a candidatura do vereador Ilde Taques (Pode) à presidência da Câmara de Cuiabá e afirmou que uma eventual vitória do bloco oposicionista poderia trazer prejuízos à sua gestão.
“Não acredito que seja ele a ameaça. O grupo que está com ele é um problema, porque é um grupo de oposição”, declarou Abilio nesta quarta-feira (16), durante evento de eleição na Associação Mato-Grossense dos Municípios (AMM).
“Então, imagina, um grupo de oposição tomando a presidência da Câmara é um prejuízo para a nossa gestão, com certeza”, completou.
Apesar das articulações de bastidores reveladas pelo vereador Kassio Coelho (Pode), que apontou reuniões recentes para discutir alternativas à disputa, Abilio negou interferência direta na escolha dos vereadores e afirmou que dará respaldo ao grupo aliado. “Eu falei para os vereadores: ‘Ó, o que vocês decidirem tem meu apoio’. Os vereadores lá… eles estão bem consolidados, têm 13 votos dentro deles e estão tranquilos quanto a isso”, afirmou.
Paula Calil
A estratégia prioritária do grupo ligado ao prefeito continua sendo a manutenção da vereadora Paula Calil (PL) na presidência da Câmara. Abilio afirmou que a aliada pretende recorrer ao Judiciário para tentar viabilizar sua reeleição e garantiu que seguirá apoiando a presidente da Casa.
“A gente tem esse projeto, ela vai lutar até o fim e nós vamos lutar junto com ela. E ganhando, a gente continua com a Paula na presidência”, defendeu.
Segundo o prefeito, caso a recondução de Paula não seja possível, a definição de um nome alternativo ficará a cargo dos próprios vereadores aliados. “Não sendo isso uma opção, aí o grupo deles lá que vai decidir o que será a opção deles”, justificou.
Impasse jurídico
A tentativa de manter Paula no comando da Câmara enfrenta um impasse jurídico. O Órgão Especial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) formou maioria contra a ação da Prefeitura de Cuiabá que buscava derrubar a exigência de quórum qualificado para alteração do regimento interno da Casa.
Sem a mudança da regra, que exige 18 votos para aprovação, Paula permanece impedida de disputar a recondução à presidência.
Com o cenário jurídico travado, a disputa começa a se concentrar entre Ilde Taques, apoiado pelo bloco independente e de oposição, e a busca do grupo ligado ao Palácio Alencastro por uma alternativa governista.
Entre os nomes que passaram a ser cogitados estão Kassio Coelho (Pode), Kero Kero (Democrata) e Eduardo Magalhães (Republicanos). Além de Ilde e Paula, o vereador Dilemário Alencar (União) também se coloca na disputa.