- CUIABÁ
- SEXTA-FEIRA, 16 , OUTUBRO 2026
O candidato a deputado federal pelo Republicanos, Acacio Ambrosini, denunciou, durante uma agenda com profissionais da imprensa de Sorriso, nesta semana, a existência de uma suposta cobrança de apoio político por parte de deputados federais em troca do atendimento a demandas de municípios em Brasília.
Segundo Acacio, prefeitos, vereadores e lideranças municipais que procuram parlamentares em busca de recursos federais muitas vezes são questionados sobre o apoio à candidatura do deputado nas eleições. De acordo com ele, a falta desse compromisso político poderia dificultar a liberação de recursos para as cidades.
“É muito difícil para uma liderança de um município chegar a Brasília e conseguir acessar alguns deputados. Muitas vezes, existe uma cobrança: ‘vai trabalhar por mim? Vai buscar votos para mim?’. E, se não houver esse compromisso, existe a ameaça de que o recurso não venha. Eu estou dizendo isso publicamente e faço um desafio: me desminta se isso não for verdade”, declarou.
O candidato defendeu uma mudança na relação entre parlamentares e municípios e afirmou que, caso seja eleito, pretende aproximar seu mandato das cidades do interior de Mato Grosso. Entre as propostas apresentadas está a criação de uma estrutura de atendimento em Sorriso e na região, além de um gabinete itinerante para receber prefeitos, vereadores, lideranças comunitárias e representantes de entidades.
A intenção, segundo Acacio, é permitir que os municípios apresentem diretamente suas demandas e discutam a possibilidade de receber recursos federais, independentemente de apoio político ou eleitoral.
“Eu vou fazer diferente. Quero trazer um gabinete para Sorriso e para a nossa região. Quero que aquela liderança de um município que muitas vezes não consegue nem chegar a Brasília tenha a possibilidade de sentar, conversar e apresentar a sua demanda. Vamos discutir as emendas, os projetos e o que é possível fazer pelo município”, afirmou.
Ao defender a proposta, Acacio também criticou a utilização de recursos públicos como instrumento de negociação política. Para ele, a destinação de emendas parlamentares deve levar em consideração as necessidades de cada município, e não o apoio eleitoral recebido pelo deputado.
“O recurso não é do deputado. O recurso é público. O deputado é um instrumento para ajudar o município a conseguir esse recurso. Eu não quero saber se o prefeito votou em mim ou não. Quero saber qual é a necessidade daquela cidade e o que eu posso fazer, dentro das minhas atribuições, para ajudar”, afirmou.