quarta-feira, 4 - novembro 2026 - 16:03



ELEIÇÃO NOS EUA

Barranco vê derrota de Trump como resposta ao extremismo; 'o mundo não aguenta essa loucura'


Allan Mesquita / Da Redação
Valdir Barranco
Valdir Barranco

O deputado estadual Valdir Barranco (PT) avaliou a derrota do Partido Republicano nas eleições legislativas de meio mandato dos Estados Unidos como um sinal de reação ao extremismo político. Em declaração nesta quarta-feira (4), o parlamentar comemorou o avanço dos democratas no Congresso norte-americano e associou o resultado a uma defesa da democracia.

“O mundo não suporta mais essa loucura da extrema-direita”, afirmou Barranco, ao comentar o desempenho dos democratas nas eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms. Para ele, o resultado representa um revés político para o presidente Donald Trump e abre espaço para um maior equilíbrio de forças no país.

A disputa colocou frente a frente dois partidos com visões distintas sobre economia, costumes e o papel do Estado. Os democratas são identificados, de maneira geral, com posições de centro-esquerda e esquerda, defendendo maior atuação do poder público na redução das desigualdades, ampliação de políticas sociais e proteção de direitos individuais. Já os republicanos ocupam o campo da direita e centro-direita, com pautas conservadoras nos costumes, redução de impostos, menor regulamentação econômica e políticas mais rígidas de imigração. O partido de Trump também é marcado pelo nacionalismo e pelo movimento político conhecido como trumpismo.

O resultado das urnas foi expressivo. Os democratas conquistaram a maioria das duas casas do Congresso, o Senado e a Câmara dos Representantes, revertendo o controle republicano que dava sustentação legislativa ao governo Trump. No Senado, a legenda chegou a 54 das 100 cadeiras, conforme a apuração divulgada. A oposição também avançou sobre estados tradicionalmente republicanos, incluindo Texas, Carolina do Sul, Kansas e Iowa.

A derrota representa um revés político para Trump, que ainda permanece na Presidência, mas terá de enfrentar um Congresso controlado pelos adversários nos dois últimos anos de seu mandato. Com a nova composição, os democratas terão mais poder para barrar indicações, negociar o orçamento, fiscalizar o Executivo e dificultar a aprovação de projetos do governo. A insatisfação com o custo de vida, a inflação, a guerra com o Irã e questionamentos sobre a condução do governo estiveram entre os fatores apontados nas análises sobre o resultado eleitoral.

O deputado também relacionou o cenário internacional ao processo político brasileiro e destacou a mobilização em torno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo Barranco, a união de diferentes setores da sociedade, incluindo jovens, idosos e artistas, em defesa da democracia teria ajudado a inspirar movimentos semelhantes em outros países.

“Não há nada pior do que perder a democracia”, declarou o parlamentar, ao defender que a resistência ao extremismo seja fortalecida em diferentes partes do mundo.

Barranco ainda destacou a eleição de representantes de diferentes grupos sociais nos Estados Unidos, entre eles indígenas, homossexuais e palestinos. Na avaliação dele, a nova composição política do Congresso poderá funcionar como um contrapeso às iniciativas de Trump.

“Isso vai dar um rearranjo, um contrapeso para as loucuras de Donald Trump”, afirmou.


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