quarta-feira, 30 - setembro 2026 - 18:04



CAPTURADO NO PARAGUAI

Vídeo - Chefão do CV em MT chega a Cuiabá algemado e de olhos vendados


Jaqueline Gama - Especial para o FatoAgora
Reprodução
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Imagens registradas durante a transferência de João Batista Vieira dos Santos, apontado pela Polícia Civil como uma das lideranças do Comando Vermelho em Mato Grosso, mostram o forte aparato de segurança utilizado para levá-lo de volta ao Estado. O investigado estava foragido no Paraguai e foi preso no início de setembro.

No vídeo, João Batista aparece algemado, com os olhos vendados e vestindo calça laranja, camiseta branca e chinelos, roupas utilizadas por presos do sistema penitenciário. A chegada ocorreu nesta quarta-feira (30), em meio a uma operação com agentes fortemente armados.

A transferência foi realizada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), com suporte da Polícia Penal de Foz do Iguaçu. O esquema foi montado para garantir a segurança durante o deslocamento do investigado.

Segundo as apurações, João Batista tentou dificultar a identificação no momento em que foi capturado no Paraguai. Ele teria apresentado aos policiais um documento falso. A suspeita de uso de identidade adulterada já havia aparecido em outra prisão, em 2023, quando ele foi localizado em Pontes e Lacerda.

O nome do investigado aparece em diferentes investigações conduzidas pelas forças de segurança de Mato Grosso. Uma delas envolve a apreensão de quase duas toneladas de maconha, encontrada em outubro de 2025 em uma propriedade relacionada a ele. Quatro pessoas foram presas durante a ação.

João Batista também é investigado por uma possível ligação com um plano de fuga de integrantes da facção que estavam presos na Penitenciária Central do Estado. As investigações apontaram a construção de um túnel de cerca de 257 metros, com início em uma residência e direção à unidade prisional.

Outro eixo das investigações envolve o esquema conhecido como “Raspa Brasil Nacional”, relacionado à comercialização ilegal de raspadinhas. Conforme a Polícia Civil, o investigado teria exercido função de coordenação em Mato Grosso e participado do controle das informações sobre vendas e arrecadação.

Antes de ser encontrado no Paraguai, João Batista teria passado pelo Rio de Janeiro. Mesmo sendo procurado, segundo as investigações, continuava mantendo atividades nas redes sociais e utilizando identidades falsas.

Agora, após a captura no exterior, ele retorna a Mato Grosso para ficar à disposição da Justiça e responder às investigações que envolvem sua suposta atuação na organização criminosa.


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