quinta-feira, 16 - julho 2026 - 06:20



ENDIVIDAMENTO

Cuiabá aponta redução de dívidas e inadimplência familiar


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As famílias de Cuiabá apresentaram melhora nos indicadores de endividamento e inadimplência no primeiro semestre deste ano, segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O levantamento aponta que o percentual de consumidores com contas a pagar caiu de 86,1%, em fevereiro, para 84,4%, em junho.

Em números absolutos, a redução representa uma queda de aproximadamente 3,1 mil famílias endividadas no período, passando de 214,5 mil para 211,4 mil pessoas com compromissos financeiros em aberto.

A inadimplência também apresentou retração. O índice, que mede a quantidade de famílias com dívidas em atraso, caiu de 17,1%, registrado em dezembro de 2025, para 15,6% em junho deste ano.

Para o Instituto de Pesquisa da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), os resultados indicam uma evolução gradual da condição financeira dos consumidores cuiabanos, com redução contínua dos principais indicadores relacionados ao comprometimento da renda.

Apesar do cenário de melhora, o cartão de crédito continua sendo o principal fator de endividamento entre as famílias. De acordo com a CNC, a modalidade aparece em 88% dos casos pesquisados, demonstrando que muitos consumidores ainda recorrem ao crédito para manter o padrão de consumo.

Além do cartão, as principais formas de dívida apontadas no levantamento são carnês (21,7%), financiamento de veículos (8,1%), crédito pessoal (7,4%), crédito consignado (5,4%) e financiamento imobiliário (5,4%).

O presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves, conhecido como Tião da Zaeli, alertou que o uso do cartão sem planejamento pode comprometer o orçamento familiar, principalmente em um cenário de juros elevados.

“O cartão de crédito segue como a principal modalidade de endividamento, presente em mais de 80% dos domicílios endividados. Essa dependência exige atenção, pois o uso excessivo pode elevar o risco de inadimplência e comprometer a renda das famílias por períodos mais longos”, afirmou.

Tempo das dívidas

O levantamento também analisou o período de duração dos débitos. Entre os entrevistados, 38,5% afirmaram possuir dívidas há mais de um ano. Outros 32% disseram estar endividados entre três e seis meses; 17,6% relataram compromissos financeiros de até três meses; e 11,3% informaram possuir dívidas entre seis meses e um ano.

Sobre a expectativa de pagamento dos débitos em atraso, 37,7% dos consumidores afirmaram acreditar que conseguirão quitar ao menos parte das dívidas. O percentual ficou próximo dos 37,4% que declararam não ter condições de realizar o pagamento.

Já 24,3% dos entrevistados demonstraram expectativa de conseguir quitar integralmente os valores pendentes.

Entre as famílias que possuem contas atrasadas, 5,8% afirmaram acreditar que não conseguirão regularizar os débitos, índice ligeiramente superior ao registrado no mês anterior, quando o percentual era de 5,6%.


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