quinta-feira, 16 - julho 2026 - 07:28



NA CAPITAL

Operação mira quadrilha de tráfico e bloqueia até R$ 300 mil por investigado


Da Redação / FatoAgora

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (16), a Operação Sangria para desarticular uma organização criminosa responsável pelo abastecimento e distribuição de drogas em Cuiabá.

A ação é coordenada pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), com apoio da Delegacia Especializada de Crimes Fazendários (Defaz) e da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema). Ao todo, estão sendo cumpridas 24 ordens judiciais expedidas pelo Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo), entre oito mandados de prisão preventiva, oito de busca e apreensão e oito determinações de bloqueio de contas bancárias, no valor de até R$ 300 mil para cada investigado.

As investigações, conduzidas ao longo de vários meses, identificaram uma estrutura criminosa responsável por abastecer diversos pontos de venda de drogas na Capital.

Segundo a Polícia Civil, a apuração teve como principal base a perícia realizada em aparelhos celulares apreendidos em operações anteriores. A análise do material permitiu identificar a hierarquia da organização, incluindo líderes, distribuidores, revendedores, transportadores e responsáveis pela movimentação financeira do grupo.

As investigações também apontaram que os suspeitos negociavam diariamente a venda de entorpecentes, organizavam o abastecimento dos pontos de comercialização, controlavam a arrecadação do dinheiro do tráfico e prestavam contas entre os integrantes da organização criminosa.

Além da distribuição de drogas, a polícia constatou uma intensa movimentação financeira por meio de contas bancárias e chaves Pix registradas em nome de terceiros, utilizadas para ocultar a origem ilícita dos recursos e dificultar o rastreamento do patrimônio. Diante disso, a Justiça determinou o bloqueio dos ativos financeiros dos investigados.

O nome Operação Sangria faz alusão à estratégia de enfraquecer financeiramente a organização criminosa. Além de responsabilizar penalmente os envolvidos, a ação busca retirar o principal sustentáculo do grupo: o patrimônio obtido com o tráfico de drogas. Com o bloqueio das contas bancárias, a expectativa é reduzir a capacidade da quadrilha de financiar novas cargas de entorpecentes, remunerar comparsas e manter suas atividades ilícitas.


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