- CUIABÁ
- QUINTA-FEIRA, 15 , OUTUBRO 2026
Reeleito para deputado estadual por Mato Grosso, Dilmar Dal Bosco (União Brasil) avaliou nesta quarta-feira (7), durante entrevista à imprensa na Assembleia Legislativa, o desempenho de seu partido nas eleições de 2026 e afirmou que faltaram articulação e novas lideranças para ampliar a representação da sigla no Parlamento estadual.
Dilmar recebeu 56.294 votos, equivalentes a 2,92% dos votos válidos, e garantiu mais um mandato na Assembleia. Ele terminou como o quinto candidato a deputado estadual mais votado no estado.
Ao comentar a montagem da chapa, o parlamentar disse que considerou insuficiente o número de candidatos apresentados pelo União Brasil. Segundo Dilmar, durante a campanha chegou a avaliar que o partido poderia conquistar apenas uma cadeira, mas mudou a projeção ao observar o desempenho das candidaturas.
“Eu nunca escondi a minha tristeza de nós termos nove candidatos só para disputar uma eleição. […] Se nós tivéssemos talvez 15 candidatos, nós estaríamos com certeza com três deputados eleitos.”
Dilmar atribuiu as dificuldades na formação da chapa à falta de lideranças e citou Eduardo Botelho ao comentar nomes que deixaram ou não ingressaram no partido. Botelho concorreu pelo MDB e recebeu 37.359 votos, ficando na suplência, conforme a totalização divulgada após o primeiro turno.
Apesar das críticas, Dilmar afirmou que não pretende responsabilizar individualmente integrantes da legenda pelas decisões tomadas antes das eleições. Para ele, a discussão agora deve se concentrar na reorganização partidária.
Dilmar defende mais reuniões dentro do partido
O deputado também defendeu mudanças na dinâmica interna do União Brasil em Mato Grosso. Segundo ele, a legenda precisa promover reuniões com maior frequência, buscar novas filiações e preparar lideranças para as próximas disputas eleitorais.
Dilmar citou nomes de municípios do interior que, em sua avaliação, podem ganhar espaço dentro da legenda nos próximos anos. A prioridade imediata, segundo ele, deve ser a preparação para as eleições municipais de 2028, antes de pensar na disputa estadual de 2030.
“Nós precisamos criar mais líderes dentro do partido. […] Agora tem que pensar nas municipais e trazer mais liderança para o partido crescer novamente.”
O parlamentar também afirmou que a atuação de Mauro Mendes, agora eleito senador, poderá exigir uma reorganização na condução partidária em Mato Grosso. Para Dilmar, será necessário ampliar o diálogo interno e percorrer o estado em busca de maior representatividade.
Críticas ficaram concentradas no período da convenção
Questionado sobre divergências ocorridas durante a definição da candidatura ao Governo de Mato Grosso, Dilmar afirmou que suas críticas se referiam ao período da convenção partidária. Segundo ele, depois da definição do nome de Otaviano Pivetta, passou a apoiar a candidatura e participou da campanha.
Ao encerrar a avaliação, o deputado afirmou que as decisões eleitorais já foram tomadas e que o momento agora é de reorganização do partido e atuação na próxima legislatura.