- CUIABÁ
- TERÇA-FEIRA, 29 , SETEMBRO 2026
O empresário e pré-candidato Augusto Cury afirmou que pretende avançar na disputa presidencial e chegar ao segundo turno para confrontar o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o campo político associado ao bolsonarismo. Em sua fala, Cury defendeu uma mudança no modelo político brasileiro e disse que seu objetivo é atuar pela pacificação do país. Ao criticar o governo Lula, Cury questionou o que considera problemas econômicos e sociais enfrentados pela população.
“Por que você se denomina pai da pobreza em 82% das famílias? Estão endividados. E padrão de juros de 30%, 40% ou 50%. Onde está o pai? Na verdade, ele não é pai dos pobres, é pai da pobreza, porque perpetua os pobres na pobreza”, afirmou.
O presidenciável fez referência ao endividamento das famílias, às taxas de juros, ao déficit relacionado à Previdência e aos custos de rolagem da dívida pública. Cury também citou a violência contra as mulheres e a educação entre os temas que pretende levar para um eventual debate com Lula. Segundo ele, questões relacionadas ao feminicídio, à qualidade do ensino e à valorização dos professores precisam estar no centro da discussão nacional.
Na área econômica, o pré-candidato afirmou que pretende questionar o governo sobre o déficit da Previdência e sobre os valores necessários para o financiamento da dívida pública. Ele também manifestou preocupação com a sustentabilidade do sistema previdenciário no longo prazo.
Além das críticas ao governo Lula, Cury direcionou questionamentos ao bolsonarismo. Segundo ele, tanto a esquerda quanto a direita contribuíram para aprofundar a polarização política brasileira ao longo dos últimos anos.
“Dez anos nós assistimos a direita falando que a esquerda é esquerdopata, não ama a família, não ama a religião, e dez anos ouvimos a esquerda falando que a direita é fascista, que não respeita os direitos humanos e não se preocupa com os vulneráveis”, declarou.
Para Cury, o país precisa superar a lógica de confronto permanente entre os grupos políticos. Ele afirmou que pretende apresentar uma alternativa que tenha como eixo a pacificação nacional e a mudança do modelo político.
A educação também foi apontada pelo pré-candidato como uma das áreas que precisam passar por mudanças. Cury defendeu a revisão dos currículos e maior valorização dos profissionais da educação.
“Os professores têm que ser abraçados, por nunca terem sido abraçados, e repaginados todos os currículos”, afirmou.
Cury também afirmou que não depende financeiramente da política e declarou que pretende abrir mão do salário caso seja eleito para utilizar os recursos em iniciativas voltadas ao empreendedorismo. “Eu não dependo do poder, não preciso do poder, tenho mais do que qualquer político jamais sonhou em ter”, disse.
Segundo ele, a proposta seria destinar o valor do salário para financiar duas microempresas por mês. Cury também questionou se Lula e Flávio Bolsonaro adotariam postura semelhante.
Ao concluir sua manifestação, o pré-candidato reforçou que pretende disputar espaço no segundo turno e apresentar uma alternativa aos modelos políticos representados atualmente pelos principais grupos de esquerda e direita.
“Eu quero pacificar essa nação. Gente, é tempo de mudar o modelo”, afirmou.