Vídeo - Foragido, empresário trocava de carros para despistar a polícia em Cuiabá
PRESO
ReproduçãoReprodução
O empresário do ramo da construção civil Rogério da Silva Amorim, condenado a 20 anos de prisão pela morte da adolescente Maiana Mariano Vilela, trocava constantemente de carros e utilizava veículos com vidros totalmente escurecidos para tentar despistar a Polícia Civil enquanto era procurado pela Justiça em Cuiabá. Ele foi preso na manhã desta terça-feira (10), na saída do condomínio de luxo Florais do Vale, na região do Ribeirão do Lipa, após meses de monitoramento da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Segundo o delegado Bruno Abreu, após a expedição do mandado de prisão decorrente da condenação, as equipes iniciaram uma força-tarefa para localizar o empresário, que mudava frequentemente de veículo para dificultar a identificação.
“A gente está mais ou menos quatro meses atrás dele. Baseado no processo judicial, nós descobrimos o endereço dele. Era uma pessoa que constantemente trocava de carros para despistar a nossa equipe e, na manhã de hoje, a gente conseguiu identificar o carro dele por fontes sigilosas e conseguimos fazer a prisão na saída do condomínio dele”, afirmou o delegado.
De acordo com Bruno Abreu, os investigadores decidiram não entrar no condomínio e aguardaram um momento considerado mais seguro para realizar a abordagem. “Ele saiu de carro do condomínio. A gente optou por não entrar no condomínio, esperou um momento mais oportuno para nós, porque a gente considera mais seguro, sem efeito colateral, e abordamos ele de carro. Ele não reagiu nem nada, foi uma prisão bem tranquila”, disse.
Ainda segundo o delegado, Rogério sabia que estava sendo procurado e já adotava estratégias para evitar a prisão.
“Não tenho dúvida. Uma pessoa que praticou um homicídio, foi condenada a 20 anos, ela sabe exatamente os dias que sai mandado. Então, ela já passa a tentar fazer com que não seja presa”, declarou.
Bruno Abreu também explicou que a polícia já monitorava o empresário antes mesmo da expedição oficial do mandado.
“A gente já sabia que ia sair o mandado, então já ficamos no encalço dele. Saiu o mandado, a gente intensificou essas buscas. Então, o que não causou a prisão dele antes foi a expedição do mandado. A gente precisa da expedição do mandado”, pontuou.
Condenado em 2016, Rogério Amorim responde pela morte de Maiana Mariano Vilela, de 16 anos, assassinada em dezembro de 2011. Conforme as investigações, o crime teria sido motivado por um relacionamento extraconjugal entre o empresário e a adolescente.
Os restos mortais da vítima foram encontrados apenas em maio de 2012, enterrados em uma chácara na região da Ponte de Ferro, no Coxipó do Ouro. Segundo o processo, dois homens teriam executado o crime mediante pagamento de R$ 5 mil.
De acordo com a denúncia, Rogério e a esposa dele, Calisangela Moraes de Amorim, foram apontados como mandantes do assassinato. A investigação revelou que, no dia do crime, Maiana foi atraída até o local sob o pretexto de entregar dinheiro a um chacareiro.
Após a prisão, Rogério foi encaminhado para audiência de custódia e deverá iniciar o cumprimento da pena em regime fechado.
Veja o vídeo:
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