- CUIABÁ
- QUINTA-FEIRA, 27 , AGOSTO 2026
O deputado estadual Faissal Calil (PL) afirmou, durante a sessão da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta quarta-feira (26), que o senador Wellington Fagundes (PL) já havia sido abandonado por prefeitos que integravam sua base antes mesmo da aliança firmada com o MDB para as eleições de 2026. Segundo o parlamentar, a aliança com o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), da deputada estadual e candidata ao senado Janaina Riva, não pode ser usada como “desculpa” pelos gestores que se rebeleram contra o “casamento” dos dois partidos.
Em entrevista à imprensa, o parlamentar ponderou que os gestores municipais deixaram o grupo de Wellington antes das convenções partidárias e posteriormente declararam apoio ao adversário do liberal, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos). “Eles saíram antes mesmo da convenção, vocês perceberam que a convenção estava vazia. Então agora vão querer criticar o Wellington por ter trazido o MDB?”, afirmou o deputado, ao defender a aproximação do partido com a legenda.
Faissal se referia à aliança do PL com o MDB e à possibilidade de apoio da sigla ao projeto liderado pelo senador Wellington. Para o deputado, a saída dos prefeitos não pode ser atribuída à chegada do MDB à composição política. “A grande verdade é que eles saíram e fecharam com Pivetta antes mesmo das convenções, todos os prefeitos”, declarou.
Apesar das críticas à movimentação de prefeitos, Faissal reafirmou que pretende seguir a orientação partidária e apoiar Wellington na disputa pelo Senado. O deputado também declarou apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro e ao senador Flávio Bolsonaro, além dos candidatos do PL para a Câmara Federal e Assembleia Legislativa. “Eu sou 22, do pé à cabeça, desde presidente da República até deputado estadual. Então eu votar com o Hélio, sim, eu votar com o Flávio Bolsonaro, eu votar com o deputado federal do nosso partido e votar principalmente com o senador nosso, que é o Medeiros”, afirmou.
Ao mencionar “Medeiros”, Faissal se referiu ao senador José Medeiros (PL), que também deve disputar uma vaga ao Senado.
MDB na base
Faissal também defendeu a aproximação do MDB com o grupo de Wellington e afirmou que a presença do partido pode ser importante para a disputa majoritária.
Segundo ele, a formação de alianças com partidos de centro é necessária para ampliar as chances eleitorais.
“Hoje em dia, todas as análises, você não consegue ganhar sem o centro. Então não vejo problema nenhum o MDB vir apoiar o PL, pedir voto para Flávio Bolsonaro, pedir voto principalmente para o Hélio”, disse.
Críticas a Pivetta
O deputado também rebateu a tentativa de diferenciar politicamente Wellington de Pivetta em relação ao campo da oposição ao PT.
Faissal citou vídeos recentes em que, segundo ele, Pivetta aparece ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e teria elogiado a atuação da ex-presidente Dilma Rousseff. “Nós temos tanto o vídeo do Wellington como do Pivetta junto com Lula. Acabou de sair um vídeo na internet aí, o Pivetta exaltando o trabalho da Dilma, exaltando o trabalho do Lula”, afirmou.
Para Faissal, as aproximações de ambos com figuras da esquerda colocariam Wellington e Pivetta em uma situação semelhante. “Com relação a essa questão de se ele é melancia ou não, os dois estão no mesmo barco”, declarou.
Faissal, contudo, ressaltou que não fazia uma crítica pessoal a Pivetta, mas utilizou os episódios para defender que a aproximação do MDB com o grupo de Wellington não deveria ser usada como justificativa para a saída dos prefeitos.
Veja vídeo: