Flávia Moretti diz que caos hídrico segue sendo o maior desafio em VG
Da Redação / FatoAgora
Prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL)Prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL)
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, reconheceu que a crise no abastecimento de água é atualmente o maior desafio enfrentado pela administração municipal. Em meio às constantes reclamações da população sobre interrupções no fornecimento, a gestora classificou o Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG) como um órgão “sucateado” e defendeu a concessão do serviço à iniciativa privada.
Durante entrevista sobre a situação da infraestrutura do município, Flávia afirmou que os problemas enfrentados pela autarquia vão além da captação e do tratamento de água, atingindo principalmente a rede de distribuição, considerada ultrapassada e sem manutenção adequada há décadas.
Segundo a prefeita, o colapso recente de uma adutora evidenciou a fragilidade do sistema. O rompimento comprometeu o abastecimento em oito bairros da cidade.
“O problema de Várzea Grande é a água, e eu reconheço isso. Tivemos o rompimento de uma adutora em um departamento totalmente sucateado. A rede não suporta mais a pressão porque tudo é antigo e deteriorado”, declarou.
A chefe do Executivo também relatou que encontrou o DAE em condições precárias ao assumir a administração municipal. De acordo com ela, faltam estrutura operacional, equipes técnicas e até peças básicas para manutenção dos equipamentos.
“Recebemos um órgão sem infraestrutura, sem servidores suficientes para manutenção e sem condições adequadas de funcionamento. Encontramos um verdadeiro caos administrativo e estrutural”, afirmou.
Diante do cenário, Flávia Moretti voltou a defender a concessão do saneamento básico como alternativa para solucionar os problemas históricos de abastecimento em Várzea Grande. Na avaliação da prefeita, apenas uma empresa privada teria capacidade financeira para realizar os investimentos necessários na modernização do sistema.
“A ausência de investimentos e manutenção ao longo de muitos anos levou o DAE a essa situação crítica. Hoje, somente uma concessionária com capacidade de investir milhões — ou até bilhões — poderá reconstruir toda essa estrutura”, concluiu.
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