- CUIABÁ
- QUINTA-FEIRA, 16 , ABRIL 2026
Presidente da Comissão de Fiscalização Orçamentária da Câmara Municipal, o vereador Ilde Taques (Podemos), pontuou que o pedido de empréstimo de R$ 111 milhões encaminhado pelo prefeito Abilio Brunini (PL) não será apreciado a “toque de caixa”. O montante será usado para obras de pavimentação, requalificação viária, drenagem, saneamento e outras intervenções de infraestrutura urbana.
Em entrevista à imprensa nesta quinta-feira (16), o parlamentar pontuou que o documento será analisado com cautela pelo colegiado, antes de qualquer deliberação em plenário. “O projeto chegou pra mim o projeto quarta. Então nós não vamos fazer a toque de caixa, eu vou estudar, nós vamos analisar o projeto”, afirmou.
A Comissão presidida por Ildes também é composta pelo vereador Alex Rodrigues (PV), que exerce a função de relator e a vereadora Samantha Iris (PL), que participa como membro. Ilde destacou que o projeto chegou recentemente ao Legislativo e que não haverá tramitação acelerada sem o devido estudo técnico. Apesar da cautela inicial, o parlamentar sinalizou apoio à proposta não deve enfrentar resistência no Legislativo.
“Agora, é muito importante pra Cuiabá, e aqui eu quero parabenizar o prefeito, será um investimento de mais de 120 milhões, se eu não me engano, e Cuiabá, os bairros que não tem o asfalto em futura, há muito tempo espera isso, então vai ter o apoio dos vereadores”, completou.
Impacto
O projeto enviado por Abilio Brunini solicita autorização da Câmara para a contratação de um empréstimo de R$ 111,6 milhões junto ao Banco Santander. O recurso será destinado a obras de pavimentação, requalificação viária, drenagem, saneamento e outras intervenções de infraestrutura urbana.
De acordo com a proposta, o custo total da operação pode chegar a R$ 203,3 milhões, considerando os juros estimados em cerca de R$ 92 milhões ao longo de 10 anos. A previsão é de parcelas médias de R$ 1,9 milhão, com carência de 12 meses, período em que seriam pagos apenas os juros.
A Prefeitura argumenta que as condições apresentadas pelo Santander são mais vantajosas em comparação a tentativas anteriores e sustenta que há viabilidade fiscal para a operação, com aval da Secretaria do Tesouro Nacional (STN).
Agora, o projeto segue para análise nas comissões da Câmara, onde deverá passar por avaliação técnica antes de ser levado à votação em plenário.