- CUIABÁ
- QUINTA-FEIRA, 16 , ABRIL 2026
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) descartou, ao menos por enquanto, a adoção do Bonde Urbano Digital (BUD) como alternativa ao BRT em Mato Grosso. Em entrevista nesta quinta-feira (16), ele apontou o alto custo e a falta de maturidade do modelo como principais entraves para a escolha.
Segundo Pivetta, apesar de o tema ainda estar em discussão, o sistema não oferece segurança suficiente para uma decisão imediata. “Tem o bonde urbano também, que nós estamos conversando, mas o preço é altíssimo. Três vezes mais caro que as outras soluções. (…) Tem muitas perguntas sem respostas sobre o bonde urbano, então nós não vamos fazer nada… Já erramos uma vez, erramos feio uma vez. Não podemos errar nem um pouquinho nessa escolha”, afirmou.
O chefe do Executivo estadual destacou que, neste momento, a preferência do governo é por soluções mais viáveis economicamente, citando o uso de veículos movidos a biodiesel como principal alternativa. “Se tivesse que decidir hoje, [seria o] biodiesel”, disse, ao defender o combustível como opção mais barata, sustentável e alinhada à produção local.
“Porque é o mais barato, é um combustível que nós produzimos, de baixa emissão, combustível renovável, é moderno e tem tudo a ver com Mato Grosso”, acrescentou.
Pivetta também anunciou que testes com novos veículos devem ocorrer em breve em um trecho estratégico entre o Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, e a região do Hospital do Câncer, em Cuiabá, como parte dos estudos para definição do modelo de transporte.
Durante a entrevista, o governador voltou a criticar o projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), iniciado na década passada, e classificou a obra como um erro de gestão. “Porque foi uma obra iniciada em 2010 ou 2011, fez um regaço na vida do povo várzea-grandense e cuiabano, desalojou muita gente, desgraçou a vida de muita gente, canalizou recursos públicos de maneira equivocada em um veículo que não tinha viabilidade nenhuma, o VLT. Uma irresponsabilidade atrás da outra”, concluiu.