segunda-feira, 15 - junho 2026 - 19:24



OBRAS PÚBLICAS

Janaina rebate WF: “Casou, assuma também os filhos”


A deputada Janaina Riva, que é pré-candidata ao Senado Federal
A deputada Janaina Riva, que é pré-candidata ao Senado Federal

A deputada estadual Janaina Riva (MDB), pré-candidata ao Senado Federal, manifestou posição contrária à possibilidade de paralisação das obras do Parque Novo Mato Grosso, em Cuiabá. A declaração foi dada nesta segunda-feira (15), em resposta ao senador Wellington Fagundes (PL), seu sogro, que afirmou recentemente que poderá interromper o projeto caso seja eleito governador do Estado.

Ao comentar o assunto, Janaina defendeu a continuidade dos investimentos públicos iniciados por gestões anteriores, independentemente de divergências políticas ou de opiniões sobre a execução dos projetos.

“Eu não concordo com a paralisação de nenhuma obra pública. Existe um ditado que diz: ‘Casou com a viúva, assuma os filhos’. Quem assume a gestão também assume os compromissos e responsabilidades que já estão em andamento”, afirmou.

O Parque Novo Mato Grosso vem sendo entregue de forma gradual e reúne uma série de estruturas voltadas ao lazer, turismo e realização de eventos. Entre os equipamentos previstos para as próximas etapas estão a Vila das Nações, o Splash Parque e uma roda-gigante projetada para ser a maior da América Latina. O investimento total estimado no empreendimento gira em torno de R$ 1 bilhão.

Para a parlamentar, a conclusão das obras deve ser prioridade da administração pública, especialmente quando já houve destinação significativa de recursos do Estado.

“Temos um Mato Grosso que realiza investimentos em diversas áreas e segmentos. Na minha avaliação, é fundamental garantir que todas as obras financiadas com recursos públicos sejam concluídas e entregues à população”, destacou.

Janaina ressaltou, no entanto, que a defesa da continuidade dos projetos não impede a fiscalização dos gastos públicos. Segundo ela, auditorias e mecanismos de controle devem ser adotados para assegurar transparência e eficiência na aplicação dos recursos.

“Isso não significa que as obras não possam ser auditadas ou fiscalizadas. É necessário verificar custos, benefícios e a correta utilização do dinheiro público. Mas, uma vez iniciadas e com investimentos realizados, elas precisam ser concluídas”, concluiu.


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