segunda-feira, 15 - junho 2026 - 19:52



CRISE POLÍTICA

Buzetti diz que não há como mudar racha político


Em Cuiabá, ex-senadora diz que lamento o ponto a que chegou a crise no União Brasil-reportermt-com
Em Cuiabá, ex-senadora diz que lamento o ponto a que chegou a crise no União Brasil-reportermt-com

A ex-senadora Margareth Buzetti (PP) afirmou nesta segunda-feira (15) que o senador Jayme Campos (União Brasil) e o deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) estão isolados dentro do grupo político liderado pelo ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) e pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos). A declaração foi feita durante evento de inauguração da sede do Republicanos em Cuiabá.

Segundo Buzetti, o distanciamento entre os grupos políticos já está consolidado e não há possibilidade de reversão do cenário atual. “Eu lamento que isso tenha acontecido, não gosto que as coisas cheguem a esse ponto, mas não tem como mudar isso”, afirmou.

O racha na base governista se intensificou nas últimas semanas em meio às discussões sobre a composição da chapa majoritária para as eleições estaduais. O principal ponto de divergência é a definição do nome que disputará o Governo do Estado.

De um lado, o grupo ligado aos irmãos Campos defende a pré-candidatura do senador Jayme Campos ao Palácio Paiaguás. De outro, o ex-governador Mauro Mendes tem declarado apoio ao atual vice-governador, Otaviano Pivetta, como nome de sua preferência para a sucessão estadual.

A disputa interna também envolve divergências sobre o processo de definição da candidatura. Júlio Campos tem defendido a realização de uma pré-convenção partidária para antecipar a escolha do nome do grupo, proposta que foi rejeitada por aliados de Mendes.

O ex-governador reagiu publicamente às movimentações e criticou a postura de Júlio Campos, afirmando que o deputado estaria desrespeitando as regras internas do partido. Mendes também contestou a proposta de antecipação da decisão, alegando que o processo deve seguir o estatuto partidário.

Em declarações recentes, o ex-governador endureceu o tom ao comentar as posições de Júlio Campos, o que ampliou ainda mais a tensão dentro da sigla.

O impasse ocorre em meio a um cenário de disputa interna prolongada. Em abril, o senador Jayme Campos chegou a afirmar publicamente que sua pré-candidatura ao Governo do Estado era irreversível. Na ocasião, o parlamentar destacou que só abriria mão da disputa em situações extremas, reforçando a divergência com o grupo liderado por Mauro Mendes.

Com o avanço das articulações para as eleições, a crise interna expõe o rompimento político dentro da base governista e evidencia a dificuldade de unificação em torno de um único projeto para a sucessão estadual.


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