Medeiros afirma que fim da escala 6×1 gera demissões em massa
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A disputa política em torno do fim da escala 6×1 ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (27), em Brasília, após movimentações da oposição no Congresso Nacional. Em meio ao debate, o Partido Liberal (PL) apresentou a proposta de adoção da jornada 4×3, intensificando a pressão sobre o governo federal e o comando da Câmara dos Deputados.
Nesse contexto, o deputado federal José Medeiros (PL) fez duras críticas à proposta de substituição da escala 6×1. Ele classificou o debate como “demagógico e eleitoral” e afirmou que a medida pode resultar em demissões em massa e redução salarial, especialmente entre pequenos e médios empresários.
Segundo o parlamentar, esse segmento já enfrenta dificuldades diante da carga tributária e não teria condições de arcar com os custos de uma eventual redução da jornada sem ajustes na folha de pagamento. “O que esses caras estão fazendo é enganando o trabalhador”, declarou.
Medeiros argumenta que a promessa de manutenção dos salários sem redução proporcional da jornada não se sustentaria na prática. Para ele, a tendência seria a substituição de trabalhadores com salários mais altos por novos contratados com remunerações menores. “O empregador simplesmente vai demitir e contratar outro funcionário com salário menor. O prejuízo fica com o trabalhador”, afirmou.
As declarações ocorrem no momento em que o PL adota uma nova estratégia legislativa, passando a defender a implementação imediata da escala 4×3 (quatro dias de trabalho por três de folga). A iniciativa altera o equilíbrio do debate no Congresso e pressiona tanto a base governista quanto partidos do centro a se posicionarem sobre o tema.
O deputado também criticou o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), sugerindo que o parlamentar estaria utilizando a pauta como estratégia de projeção política em seu estado. Segundo Medeiros, a discussão acaba sendo explorada eleitoralmente e não contribui para o avanço de soluções econômicas estruturais.
Para ele, o cenário atual representa um “perde-perde” para a economia brasileira, com potencial de gerar instabilidade no mercado de trabalho e servir como instrumento de disputa política em ano pré-eleitoral.
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