- CUIABÁ
- QUARTA-FEIRA, 1 , JULHO 2026
Cerca de R$ 10 milhões em notas falsas, utilizadas por criminosos em um esquema de estelionato conhecido como “golpe do falso empréstimo milionário”, foram destruídos pela Polícia Civil de Mato Grosso na tarde desta terça-feira (30), em Cuiabá.
A incineração do material ocorreu na fornalha de uma empresa localizada no bairro Jardim Industrial e foi realizada por equipes da Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, responsável pela investigação do caso.
As cédulas falsificadas foram apreendidas durante as investigações iniciadas em 2024, após um empresário de Água Boa denunciar ter sido vítima de um golpe. Segundo a Polícia Civil, ele foi convencido de que receberia um empréstimo de R$ 10 milhões.
Para que a suposta operação financeira fosse liberada, os golpistas exigiram o pagamento antecipado de uma comissão de R$ 1 milhão. Após negociações, aceitaram inicialmente o repasse de R$ 400 mil em dinheiro.
As investigações identificaram o esquema criminoso e resultaram na apreensão das notas falsas, que agora foram destruídas para evitar qualquer possibilidade de reutilização no mercado ilegal.
Após meses de negociações, reuniões presenciais e contatos telefônicos, a vítima se encontrou com os suspeitos em um hotel de Cuiabá, onde entregou R$ 400 mil em dinheiro e recebeu uma mala que supostamente continha os R$ 10 milhões prometidos. Posteriormente, ao abrir o material, constatou que os pacotes continham apenas notas falsas e cédulas sem valor comercial, caracterizando o golpe.
Durante a investigação, a Polícia Civil apreendeu a mala utilizada pelos criminosos e realizou diversas diligências, incluindo análise de imagens de segurança, identificação de linhas telefônicas utilizadas pelos suspeitos e coleta de outros elementos probatórios para individualização dos envolvidos.
Na conclusão do inquérito policial, três pessoas foram indiciadas pelos crimes de estelionato e associação criminosa. Segundo o delegado responsável pelas investigações, Bruno Palmiro, o trabalho investigativo apontou que os autores utilizavam falsa aparência de empresários e investidores para conquistar a confiança das vítimas.
“Os investigados simulavam operações financeiras legítimas e prometiam empréstimos de grandes valores mediante pagamento prévio de comissões”, explicou o delegado.
As investigações prosseguiram para identificação completa dos integrantes do grupo criminoso e apuração da eventual participação dos investigados em outros golpes semelhantes praticados em diferentes estados da Federação.