- CUIABÁ
- QUARTA-FEIRA, 1 , JULHO 2026
Um tremor de terra de magnitude 2,8 foi registrado no início da noite desta terça-feira (30) em Curvelândia, município localizado a cerca de 280 quilômetros de Cuiabá. O abalo, percebido por moradores da cidade, foi confirmado pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP), que identificou o evento por volta das 18h40. Apesar da movimentação, não houve registro de feridos ou danos materiais.
De acordo com os dados do monitoramento sísmico, o tremor foi detectado pelos equipamentos instalados na região e teve epicentro nas proximidades de Curvelândia. Nas redes sociais, moradores relataram terem sentido uma leve vibração em casas e estabelecimentos. Tremores dessa magnitude são considerados de baixa intensidade e, em geral, não provocam danos estruturais, embora possam ser percebidos pela população.
Em contato com a reportagem, o prefeito de Curvelândia, Jadilson Alves de Souza (União), afirmou que soube do episódio pelas redes sociais e tranquilizou os moradores. “Não sentimos nada, ninguém comentou, sem relatos de feridos, está tudo tranquilo por aqui. Ninguém foi parar em unidade de saúde, graças a Deus”, disse. Segundo ele, a prefeitura segue acompanhando a situação e mantém contato com órgãos como o Corpo de Bombeiros. “Só os equipamentos que medem registraram. Mas estamos atentos e contatando as autoridades”, acrescentou.
Este foi o quarto tremor de terra registrado em Mato Grosso somente em 2026. O primeiro ocorreu em Barão de Melgaço, no dia 20 de janeiro, com magnitude de 2,1. O segundo foi registrado em Cocalinho, em 16 de março, e atingiu magnitude de 3,1. Os registros reforçam que abalos sísmicos de baixa magnitude não são incomuns no estado e, na maioria das vezes, não causam prejuízos.
Especialistas explicam que o Brasil apresenta baixo risco para grandes terremotos por estar localizado no interior da Placa Sul-Americana, longe dos limites entre placas tectônicas, onde costumam ocorrer os sismos mais intensos. Os tremores registrados no país são classificados como sismos intraplaca, provocados pela reativação de antigas falhas geológicas — ou seja, fraturas naturais existentes na crosta terrestre que podem voltar a se movimentar. Em algumas situações, ondas sísmicas geradas por terremotos em países vizinhos também podem ser percebidas em território brasileiro.
Embora raros para a população, esses eventos fazem parte da dinâmica natural da Terra e são monitorados continuamente por centros de sismologia. Em 2025, Mato Grosso registrou nove tremores em diferentes municípios. O estado também abriga o maior terremoto já documentado no Brasil: em 1955, um sismo de magnitude 6,2 atingiu a região da Serra do Tombador, atualmente pertencente ao município de Juara, sem deixar vítimas.