sábado, 17 - outubro 2026 - 13:00



'CUIDAMOS SOZINHOS'

Vídeo - Pivetta critica 'abandono' do governo Federal na segurança da fronteira em MT


Gustavo Castro/ Da Redação
Pivetta
Pivetta

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) criticou a ausência do governo federal na segurança da fronteira de Mato Grosso com a Bolívia e afirmou que o estado enfrenta sozinho a responsabilidade de proteger cerca de 900 quilômetros de divisa. Para ele, a atuação das forças federais é necessária para fortalecer o combate ao crime organizado e às facções criminosas.

A região abrange o oeste e o sudoeste mato-grossense, incluindo municípios como Cáceres, Porto Esperidião, Vila Bela da Santíssima Trindade, Pontes e Lacerda e Comodoro, áreas estratégicas para a fiscalização do trânsito entre os dois países. “Nós dependemos do governo central que tenha a responsabilidade e assuma a fronteira do Brasil com a Bolívia, que são 900 quilômetros, que o estado de Mato Grosso cuida sozinho, sem a presença do governo federal”, afirmou o governador.

A fronteira é uma área de atenção para as forças de segurança por causa das rotas utilizadas para o tráfico de drogas e outros crimes transnacionais. A extensão territorial e a presença de áreas rurais tornam a fiscalização um desafio, exigindo atuação integrada entre as forças estaduais e federais. Nesta semana, o presidente Lula defendeu a aprovação da PEC da Segurança, para fazer um alinhamento das Forças de Segurança do país no combate ao crime.

Pivetta defendeu que a União amplie a presença na região e participe de uma política nacional de segurança pública. Para o governador, o enfrentamento às organizações criminosas depende de uma ação coordenada entre os governos, especialmente no combate às facções.

“Nós precisamos que as forças federais venham cuidar das fronteiras do Brasil aqui no Mato Grosso para nos ajudar na segurança pública”, declarou.

O governador também afirmou que o estado precisa de uma política nacional capaz de enfrentar o crime organizado. “Nós queremos fazer segurança pública de verdade, inseridos numa política nacional de segurança pública, que resolva combater o crime organizado, que resolva decretar guerra a essas facções criminosas”, disse.

Fronteira estratégica

A divisa de Mato Grosso com a Bolívia tem aproximadamente 980 quilômetros, segundo informações divulgadas pelo governo estadual. Entre os principais municípios da região estão Cáceres, Porto Esperidião, Pontes e Lacerda e Vila Bela da Santíssima Trindade, onde há ações de fiscalização e repressão a crimes transfronteiriços.

O Grupo Especial de Fronteira (Gefron), força vinculada à estrutura de segurança pública de Mato Grosso, atua na região em operações contra o tráfico de drogas, o contrabando e outros delitos. Pivetta, no entanto, defende maior participação das forças federais para dividir a responsabilidade pela proteção da fronteira.

A declaração foi dada quando o governador foi questionado sobre a possibilidade de Mato Grosso articular indicações para ministérios em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL). Pivetta afirmou que, neste momento, está concentrado na organização da base aliada no estado e ressaltou a dependência de Mato Grosso em relação ao governo federal em áreas como a segurança.

“É difícil desconectar o Mato Grosso do Brasil”, afirmou.

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