- CUIABÁ
- SEXTA-FEIRA, 14 , AGOSTO 2026
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) rebateu nesta sexta-feira (14) os ataques do seu principal adversário na disputa pelo Governo de Mato Grosso, o senador Wellington Fagundes (PL), ao classificá-lo como um “negociador de emendas”. O chefe do Executivo ainda relacionou o parlamentar ao Partido dos Trabalhadores (PT) e ao ex-governador Silval Barbosa, condenado por escândalos de corrupção.
“Só nos últimos 10 anos, 12 anos que ele é senador, ele distribuiu mais de um bilhão e meio de emendas. Procure saber onde estão as emendas dele. Durante a campanha nós vamos mostrar onde ele botou essas emendas, é um negociador de emendas, essa é a profissão dele”, disparou durante coletiva de imprensa no Palácio Paiaguás, sede do Executivo Estadual.
O governador afirmou que o senador teria destinado mais de R$ 1,5 bilhão em emendas nos últimos anos e cobrou explicações sobre onde os recursos foram aplicados. Pivetta afirmou ainda que, durante a campanha, pretende apresentar sua versão sobre o destino das emendas destinadas pelo senador. “Só nos últimos 10 anos, 12 anos que ele é assinador, ele distribuiu mais de um bilhão e meio de emendas, procure saber onde estão as emendas dele. Durante a campanha nós vamos mostrar onde ele botou essas emendas”, continuou.
A declaração ocorre em em meio a troca de farpas entre os candidatos. Em outro ataque recente, o senador também ironizou o bordão utilizado por Pivetta para definir sua gestão, o “governo do fazimento”. “Fazimento? Só se for fazimento de coisa errada”, provocou Wellington.
Ao responder, Pivetta fez uma comparação entre as trajetórias dos dois e afirmou que começou a trabalhar ainda aos 15 anos, enquanto, segundo ele, Wellington construiu toda a carreira na política. “A minha trajetória comparada com a dele é de um trabalhador que começou com 15 anos e fez uma trajetória de resultado, produção, resultado e que enveredou para a política com a vida feita para servir o povo, diferente dele”, disse.
Pivetta afirmou que Wellington “nunca atuou empresarialmente” e criticou o fato de o senador ter passado décadas no Congresso Nacional. “Ele se formou agrônomo, foi para política, se formou veterinário, foi para política, nunca atuou empresarialmente e só fez o que gosta, a política, a vida toda”, continuou.
O governador também atacou a atuação de Wellington no Legislativo e questionou os resultados produzidos pelo senador ao longo de aproximadamente 36 anos de Congresso. “Com alguém que nunca trabalhou no Executivo, só no Legislativo, não tem uma lei sequer na história dele que tenha sido importante para a sociedade brasileira, com 36 anos de Congresso”.
Elo com grupo de Silval
Na sequência, Pivetta também estabeleceu uma ligação entre Wellington e nomes que fizeram parte da gestão do ex-governador Silval Barbosa. O governador citou Cinésio Oliveira, que ocupou a Secretaria de Estado de Transporte e Pavimentação Urbana durante o governo Silval, e fez referência à presença dele no entorno político de Wellington.
Pivetta também mencionou a atuação de Wellington durante os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff e citou sua influência no antigo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).
“Lula I, Lula II, Dilma I, Dilma II, ele foi o detentor, gerente do Dnit, ele mandava no Dnit, ele mandava em todas as verbas, distribuição de verba.”
Ao citar Cinésio, Pivetta também fez referência ao episódio envolvendo delações e utilizou a expressão “voltar na cena do crime” para atacar o grupo político ligado ao senador. “Eles querem voltar na cena do crime, eles estão com saudade do que eles faziam”, cutucou.
Ao final, Pivetta terminou rejeitando qualquer comparação entre sua trajetória e a de Wellington e voltou a destacar sua experiência empresarial antes de ingressar na política. “Então me comparar com ele, sinceramente, eu não vou conseguir suportar uma comparação”, finalizou.
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