sexta-feira, 17 - julho 2026 - 17:47



Pivetta confirma plano para por fim na falta de água em VG em 180 dias


Allan
Allan

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) anunciou, nesta sexta-feira (17), que o Governo de Mato Grosso prepara um plano de ação para enfrentar a crise no abastecimento de água em Várzea Grande. Durante conversa com jornalistas, o chefe do Executivo estadual afirmou que a proposta já está pronta, recebeu o nome de “Aliança pela Água”, mas evitou revelar detalhes sobre as medidas, os custos e a forma de execução.

Segundo Pivetta, o Estado trabalha com dois cenários: uma eventual intervenção no Departamento de Água e Esgoto (DAE), caso haja determinação judicial, ou uma parceria com o município para colocar o plano em prática. “O nosso plano é a Aliança pela Água. Nós temos essa proposta pronta. Qualquer uma das duas alternativas, nós vamos resolver o problema de Várzea Grande”, afirmou.

O governador ressaltou que o Estado não pode decretar uma intervenção por iniciativa própria e explicou que somente poderá adotar essa medida se houver decisão da Justiça. “O governador só assina um ato desse quando for notificado pela Justiça. Até lá, o município é autônomo. A prefeita é a maior autoridade dentro do município e o governo não pode interferir”, declarou.

Sem entrar em detalhes sobre o conteúdo do projeto, Pivetta disse apenas que o plano prevê ações para os próximos 180 dias com o objetivo de garantir abastecimento para toda a população. “Estamos analisando um plano de ação para, em 180 dias, levar água para todas as famílias. Estamos terminando esse plano e aguardando. Se vier alguma decisão judicial, vamos obedecer. Por ora, nossa intenção é fazer um acordo de parceria. Já tem até nome: Aliança pela Água”, disse.

O anúncio ocorre em meio à discussão sobre uma possível intervenção no DAE de Várzea Grande. No início deste mês, o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) reforçou ao Ministério Público o pedido para que solicite à Justiça a intervenção na autarquia. A recomendação foi encaminhada ao governo estadual após o tribunal apontar irregularidades na gestão financeira e operacional do departamento.

Entre os problemas apontados pelo TCE estão um passivo de aproximadamente R$ 315 milhões, sendo R$ 172 milhões em dívidas com a concessionária de energia elétrica e R$ 143 milhões em débitos judiciais, além da falta de arrecadação de cerca de R$ 158 milhões em contas de consumidores inadimplentes. O órgão também destacou a persistência da falta de abastecimento em diversos bairros e o descumprimento de determinações para reestruturar o sistema.

Paralelamente, o Ministério Público investiga denúncias de supostas irregularidades no DAE, incluindo suspeitas de “religações fantasmas” de água que poderiam ter sido utilizadas para justificar pagamentos indevidos de produtividade a servidores. A autarquia afirma que os processos em análise tratam de gestões anteriores, entre 2021 e 2023, e sustenta que não há apontamentos de irregularidades envolvendo a administração iniciada em março de 2026. Também informou que segue colaborando com os órgãos de controle e fiscalização.


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