- CUIABÁ
- SÁBADO, 31 , OUTUBRO 2026
A Colônia Penal Agrícola de Palmeiras, em Santo Antônio de Leverger, está preparando a implantação de um projeto de cultivo de café Robusta Amazônico, com previsão de construção de um viveiro de mudas de mil metros quadrados e formação de um cafezal irrigado de cinco hectares. A iniciativa busca ampliar as atividades agrícolas na unidade e oferecer qualificação profissional às pessoas privadas de liberdade, contribuindo para a reintegração social por meio do trabalho.
O projeto integra o programa “Semeando um Novo Futuro – Reintegração no Campo” e reúne a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) e a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).
A proposta avançou após uma visita da secretária de Estado de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka, à unidade prisional. Também participaram o secretário adjunto da Seaf, Bruno Casavechia, e representantes dos órgãos envolvidos. A iniciativa foi discutida inicialmente em reunião com o desembargador Orlando Perri.
Durante a visita, Andreia destacou a importância de oferecer oportunidades de aprendizado e atividades produtivas às pessoas privadas de liberdade.
“É muito bom ver as pessoas privadas de liberdade envolvidas em atividades produtivas. O trabalho e o aprendizado podem abrir novas perspectivas para o futuro”, afirmou.
A implantação do projeto contará com o acompanhamento técnico da Empaer, que auxiliará na escolha dos clones de café mais adequados às condições de solo e clima da região.
A seleção levará em consideração critérios como produtividade, qualidade da bebida e adaptação das plantas ao ambiente. Também serão avaliadas a disponibilidade e a qualidade da água, as características da área destinada ao cultivo e a estrutura necessária para a irrigação.
A capacidade de produção do viveiro e a destinação das mudas serão definidas após as avaliações técnicas.
Segundo o engenheiro agrônomo e pesquisador da Empaer, Wininton Mendes, o suporte especializado será fundamental para garantir a qualidade das mudas e orientar a escolha dos materiais utilizados no plantio.
“Vamos dar todo o apoio à implantação e indicar os materiais mais adequados com base nas pesquisas que consolidamos no estado, para que os produtores tenham acesso a mudas de qualidade”, explicou.
Além de fortalecer a produção agrícola na unidade, a iniciativa pretende proporcionar experiência prática e desenvolver habilidades que possam ser aproveitadas no mercado de trabalho após o cumprimento da pena.
O diretor da Colônia Penal Agrícola de Palmeiras, Jorge Fontes, ressaltou que as atividades rurais contribuem para a formação profissional e para a ampliação das oportunidades de reinserção social.
“Na unidade, o trabalho agrícola valoriza as habilidades e oferece oportunidades de aprendizado. Esse projeto vai ampliar as atividades e contribuir para a qualificação e a reintegração social”, destacou.
Com a implantação do viveiro e do cafezal, a expectativa é ampliar as atividades produtivas da unidade e fortalecer o uso da agricultura como ferramenta de capacitação profissional e reintegração social.