Deputado do PSOL quer tornar Ranalli inelegível após vereador chamar colega de 'baitola'
Allan Mesquita / Da Redação
Guilherme Cortez e Rafael RanalliGuilherme Cortez e Rafael Ranalli
O deputado estadual Guilherme Cortez (PSOL), anunciou que pretende acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a inelegibilidade do vereador Rafael Ranalli após o parlamentar utilizar o termo “baitola” ao se referir ao vereador Daniel Monteiro durante sessão da Câmara Municipal de Cuiabá.
A reação do deputado paulista foi divulgada nas redes sociais, onde ele classificou a fala como homofóbica e afirmou que o episódio ultrapassa os limites do debate político. Segundo Cortez, manifestações desse tipo partindo de agentes públicos acabam incentivando a discriminação.
“A política não pode ser palco para a homofobia. Estou pedindo ao TSE a inelegibilidade do vereador Rafael Ranalli. Homofobia é crime e a política não pode ser espaço livre para ela”, publicou.
O episódio ocorreu durante a sessão ordinária de terça-feira (19), logo após a votação de um projeto de lei. A declaração acabou captada pelo sistema de áudio do plenário antes do corte dos microfones.
Na discussão, Daniel Monteiro provocou Ranalli, que reagiu em tom exaltado. “Valeu, petista. Você não vai embora hoje? Vocês não votaram para ele ir embora? O que ele está fazendo aqui ainda? Vai embora, baitola”, disparou o vereador.
Após a repercussão negativa, Ranalli divulgou nota alegando que a expressão foi utilizada em um “contexto informal de bastidores” e sem intenção de ofender ou discriminar o colega parlamentar.
“A expressão utilizada aconteceu em meio a uma troca descontraída entre os vereadores, sem qualquer intenção de ofensa, discriminação ou ataque pessoal”, afirmou.
O caso voltou a colocar em debate os limites do discurso parlamentar e possíveis punições por quebra de decoro dentro da Câmara de Cuiabá. A situação também relembrou um episódio registrado em outubro do ano passado, quando um pedido de comissão processante foi apresentado contra o vereador Chico 2000 após chamar o vereador Tenente Coronel Dias de “bosta” durante uma discussão em plenário.
Na ocasião, o pedido acabou arquivado sob entendimento de que a conduta não caracterizava infração grave ao decoro parlamentar.
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