- CUIABÁ
- QUARTA-FEIRA, 27 , MAIO 2026
O delegado titular da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Caio Albuquerque, afirmou nesta terça-feira (26) que rastros e pegadas deixados na cena do crime foram determinantes para a identificação e prisão de Amarildo Nonato, de 44 anos, acusado de matar o colega de trabalho Alexandre Oras Cabraleiros, de 45 anos, em um lava-jato de Cuiabá.
Segundo o delegado, a rápida elucidação do caso demonstra a experiência dos investigadores da Polícia Civil. “É mais um trabalho nesse contexto que eu vinha falando da expertise dos investigadores. Recebemos a informação de uma pessoa que estava ocultada, mas com um dos pés à mostra. De imediato, a equipe foi ao local, verificou a situação e começou a levantar informações sobre quem poderia ser o autor daquele fato”, relatou.
Caio Albuquerque explicou que os policiais seguiram os vestígios encontrados na cena do crime até chegar ao suspeito. “Foi através do rastro do autor que se chegou onde ele estava. Ele foi preso pela astúcia da equipe em verificar os vestígios deixados no local. Os investigadores seguiram esse rastro e conseguiram localizá-lo”, destacou.
De acordo com o delegado, enquanto os policiais conversavam com funcionários do estabelecimento, Amarildo apresentou comportamento suspeito, reagindo de forma defensiva e tentando se afastar. Ao ser abordado, acabou confessando o crime. Em seguida, levou os investigadores até sua residência e entregou o pedaço de madeira utilizado para matar a vítima.
O suspeito afirmou em depoimento que mantinha uma relação conturbada com Alexandre, marcada por constantes discussões. Segundo ele, havia a sensação de que o colega pretendia matá-lo, motivo pelo qual decidiu agir antes.
Após o homicídio, Amarildo enterrou o corpo em meio aos escombros do lava-jato. O cadáver foi encontrado depois que pessoas que passavam pela região perceberam um dos pés da vítima para fora dos entulhos e acionaram a polícia.
O delegado ressaltou que a prisão ocorreu ainda durante o atendimento da ocorrência. “Quando a equipe voltou do local, já retornou com o indivíduo preso. Praticamente é uma investigação que já está esclarecida, restando apenas alguns procedimentos complementares”, concluiu.
Veja o vídeo: