Reitora da UFMT promete expulsão de alunos envolvidos em 'lista de estupráveis'
Da Redação / FatoAgora
A reitora da Universidade Federal de Mato Grosso, Marluce Silva, que publicou nota rebatendo o prefeito Abilio BruniniA reitora da Universidade Federal de Mato Grosso, Marluce Silva, que publicou nota rebatendo o prefeito Abilio Brunini
A reitora da Universidade Federal de Mato Grosso, Marluce Souza e Silva, afirmou que os responsáveis pela chamada “lista de estupráveis” envolvendo alunas da instituição poderão ser expulsos caso as denúncias sejam confirmadas ao fim das investigações.
Até o momento, dois estudantes foram suspensos preventivamente enquanto a universidade conduz um processo disciplinar interno. O caso também é investigado pela Polícia Federal.
Em entrevista ao Jornal do Meio Dia, nesta quarta-feira (20), Marluce explicou que a UFMT instaurou um procedimento disciplinar discente logo após tomar conhecimento do episódio. Segundo ela, a situação é tratada como uma infração gravíssima por comprometer a segurança e a integridade moral dos estudantes dentro do ambiente universitário.
“A resolução do caso se enquadra no último tipo, que é o erro gravíssimo. Caso ele seja confirmado pelas autoridades, os alunos envolvidos irão receber a punição máxima da instituição, que é a expulsão”, declarou a reitora.
Os estudantes investigados foram afastados inicialmente por 30 dias, prazo que poderá ser prorrogado conforme o andamento das apurações.
“A comissão de investigação foi instalada imediatamente após o caso e os alunos foram afastados por inicialmente 30 dias até a conclusão da investigação. Mas esse prazo pode se estender de acordo com o andamento da investigação”, explicou.
Ameaça dentro da universidade
Além da repercussão causada pela suposta lista, o caso ganhou novos desdobramentos após a denúncia de ameaça feita pelo pai de um dos investigados, que também passou a ser alvo de procedimento interno e de inquérito da Polícia Federal.
De acordo com a reitora, o homem, identificado como policial federal, teria ido até uma sala de aula após o filho ser convocado pela coordenação do curso para prestar esclarecimentos.
Segundo relatos, ele afirmou que “se o filho não se formasse, ninguém ali se formaria também”, provocando medo entre os acadêmicos, especialmente os alunos do primeiro semestre de Engenharia Civil.
Após o episódio, a universidade decidiu suspender as aulas presenciais do curso por tempo indeterminado.
Para reforçar a segurança no campus, a UFMT ampliou a vigilância interna e solicitou apoio da Polícia Militar.
“A segurança interna da universidade foi redobrada e recebemos o reforço do 1º Batalhão da PM, que fica com uma viatura em frente ao bloco da engenharia civil para que o pai não se aproxime novamente de lá”, afirmou Marluce.
Relembre o caso
Dois estudantes do primeiro semestre, um do curso de Direito e outro de Engenharia Civil, foram flagrados trocando mensagens sobre a criação de uma lista de possíveis “alunas estupráveis” dentro da universidade.
A descoberta das conversas gerou forte repercussão e clima de insegurança entre os estudantes da UFMT. Os dois acadêmicos seguem afastados até a conclusão das investigações institucionais e policiais.
Já o pai de um dos universitários passou a ser investigado após denúncias de ameaças contra estudantes. Um boletim de ocorrência foi registrado com relatos das intimidações e imagens das câmeras de segurança da universidade, que teriam identificado o suspeito.
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