- CUIABÁ
- QUINTA-FEIRA, 21 , MAIO 2026
A guerra política entre as vereadoras Rosy Prado e Gisa Barros ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (19), horas após o bate-boca que tomou conta da sessão da Câmara Municipal de Várzea Grande. Em entrevista, Rosy voltou a atacar a colega e disparou que Gisa é “tão insignificante” que sequer se lembra dela, além de afirmar que a parlamentar estaria obcecada por sua atuação política.
“Eu gostaria até de mandar um recado para a vereadora Gisa Barros: que ela esqueça que eu existo. Para mim ela é tão insignificante que eu nem lembro que ela existe. Eu acho que ela gostaria de ser eu, porque ela se preocupa tanto com a minha pessoa”, declarou a vereadora.
Sem recuar das críticas feitas durante a sessão, Rosy acusou Gisa de perseguir servidores e de deixar de exercer o papel que considera ser prioridade no mandato parlamentar. “Ela persegue servidores, fala que a vereadora Rosy Prado são servidores daqui, servidores dali. Ela deveria cuidar do mandato dela, porque o papel dela é fiscalizar e cobrar”, afirmou.
A vereadora também elevou o tom ao dizer que os problemas frequentemente apontados por Gisa já existiam em gestões anteriores e acusou a colega de fazer apenas discursos sem apresentar resultados concretos. “Os problemas que nós temos hoje em Várzea Grande, que ela levanta, são os mesmos problemas que nós tínhamos no mandato passado. Ela faz discurso na tribuna, mas na prática é só conversa afiada”, disparou.
Rosy ainda relembrou episódios em que afirma ter sido alvo de calúnias, difamações e ameaças, lamentando não ter recebido apoio da colega naquele momento. “Eu até gostaria que ela realmente tivesse me apoiado quando fui caluniada, difamada e realmente ameaçada. Já tomei todas as providências cabíveis juridicamente em relação a isso”, completou.
As declarações foram dadas menos de um dia após a troca de acusações que transformou o plenário da Câmara em palco de um dos confrontos mais acalorados do ano. Durante a sessão, Gisa acusou Rosy de associar vereadores da Chapa 1 a uma suposta “quadrilha”, enquanto Rosy respondeu chamando a colega de “falsa paladina”, afirmando que ela “não tem moral” para atacá-la e classificando a Câmara como um “circo”. O novo ataque indica que a disputa entre as duas parlamentares está longe de chegar ao fim.