- CUIABÁ
- TERÇA-FEIRA, 19 , MAIO 2026
A sessão da Câmara Municipal de Várzea Grande desta terça-feira (19) foi marcada por um intenso confronto entre as vereadoras Gisa Barros (Podemos) e Rosy Prado (União). O embate teve início após Gisa acusar a colega de insinuar, em mensagens enviadas a grupos de parlamentares, que vereadores que apoiaram a Chapa 1 na disputa pela Mesa Diretora fariam parte de uma “quadrilha”. Da tribuna, a parlamentar exigiu provas para qualquer acusação criminal, afirmou que seu nome nunca esteve envolvido em crimes e anunciou que pretende representar formalmente contra Rosy por quebra de decoro parlamentar.
A resposta veio em tom ainda mais duro. Rosy afirmou estar “cansada do show” protagonizado por Gisa no plenário, relembrou uma antiga acusação de racismo enfrentada pela vereadora quando ocupou cargo na área da Cultura e declarou que ela “não tem moral” para fazer acusações. A parlamentar também citou conflitos familiares envolvendo a colega, chamou Gisa de “falsa paladina” e a acusou de atacar mulheres nos bastidores para obter ganhos políticos.
O bate-boca prosseguiu com novas trocas de acusações. Gisa rebateu as declarações sobre racismo, alegando ter sido inocentada na Justiça e afirmando que recusou acordo judicial por não ter cometido irregularidades. Em seguida, insinuou que Rosy mantém proximidade política com pessoas investigadas e acusou a adversária de mudar de posicionamento conforme conveniências políticas. As falas elevaram ainda mais a tensão em um plenário já dividido pelos reflexos da disputa interna pela Mesa Diretora.
Em novo pronunciamento, Rosy criticou as vaias registradas durante a sessão, reclamou da presença de servidores que, segundo ela, estariam no local para tumultuar os trabalhos legislativos e afirmou que a Câmara estaria “parecendo um circo”. A vereadora também reforçou que permanecerá no cargo de primeira-secretária da Mesa Diretora até dezembro. O episódio expôs publicamente o clima de animosidade que persiste nos bastidores do Legislativo municipal e evidenciou o racha entre grupos políticos dentro da Casa de Leis.