- CUIABÁ
- QUINTA-FEIRA, 18 , JUNHO 2026
O proprietário do barracão que abrigava o almoxarifado central da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande afirmou que o imóvel destruído por um incêndio de grandes proporções na noite desta quarta-feira (17) não possuía seguro. Segundo David Pintor, ainda não é possível calcular a dimensão dos prejuízos causados pelo fogo.
“Esse local não tinha seguro, até porque era uma locação para o setor público. Não tenho conhecimento se a prefeitura tinha seguro desse local”, declarou.
O galpão, alugado pela Prefeitura de Várzea Grande, era utilizado para armazenar materiais destinados à rede municipal de ensino. O incêndio consumiu praticamente toda a estrutura e destruiu móveis, equipamentos, brinquedos, livros, uniformes escolares e outros itens que seriam destinados às escolas e creches do município.
David contou que soube do incêndio por meio de moradores da região, que acionaram o Corpo de Bombeiros logo após o início das chamas.
“Recebi essa notícia logo após o ocorrido. Os moradores próximos nos comunicaram e também acionaram o Corpo de Bombeiros para que viesse ao local”, relatou.
O empresário explicou que o barracão abrigou, até cerca de cinco anos atrás, uma distribuidora privada e que, na época, possuía toda a documentação exigida pelos órgãos de fiscalização, incluindo os sistemas de prevenção e combate a incêndio.
“Naquela época nós tínhamos todos os documentos e toda a estrutura contra incêndio. Depois que passamos o imóvel para a prefeitura, não consigo responder como estavam esses equipamentos, porque a gestão passou a ser da administração municipal”, afirmou.
Apesar disso, ele disse acreditar que os sistemas permaneciam instalados e em funcionamento. “É possível ver ainda os hidrantes e outros equipamentos na estrutura, mesmo após o incêndio”, acrescentou.
Sobre as causas do fogo, David evitou especulações e defendeu que qualquer conclusão aguarde os laudos periciais. Segundo ele, imagens de câmeras de monitoramento da região poderão auxiliar nas investigações.
“Agora é o trabalho dos peritos para que a gente possa entender o que realmente ocorreu. Existem muitas câmeras na parte interna e externa da região que podem ajudar a esclarecer os fatos”, disse.
As causas do incêndio serão apuradas pela Polícia Civil, pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e pelo Corpo de Bombeiros. Até o momento, não há confirmação sobre o que provocou as chamas.
O caso ganhou repercussão política após vereadores relacionarem o incêndio a uma fiscalização realizada no local dias antes, quando foram encontrados uniformes escolares, livros didáticos e outros materiais armazenados no depósito. A Prefeitura de Várzea Grande nega qualquer irregularidade e afirma que aguardará a conclusão das investigações.