sexta-feira, 17 - abril 2026 - 10:54



CAUSA É INVESTIGADA

‘Só não queimou minha sala que tinha um crucifixo na porta’, diz empresário após incêndio no Gerônimo


Allan Mesquita
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“O fogo pegou em tudo. Só não pegou na minha sala, que tem um crucifixo na porta” A frase do sócio da casa noturna Gerônimo, Carlos Eduardo, resume o cenário de destruição deixado pelo incêndio que atingiu o estabelecimento na noite desta quinta-feira (16), em Cuiabá. As causas do fogo seguem sob investigação.

O local, um dos mais tradicionais da cena sertaneja na capital, foi tomado pelas chamas e teve grande parte da estrutura comprometida. Apesar da gravidade, ninguém ficou ferido, já que a casa estava fechada no momento do incêndio.

Em relato ainda abalado, Carlos destacou que a única área preservada foi justamente sua sala, onde há um crucifixo fixado na porta.

“Só não pegou fogo na minha sala. O resto consumiu tudo. Tudo que você imaginar.”, reforçou.

O empresário contou que esteve na casa horas antes do início das chamas, participando de uma reunião e gravações com a equipe de uma atlética. Segundo ele, o ambiente estava completamente normal até o momento em que deixou o local.

“Eu saí de lá por volta das 22h30, com tudo intacto. A gente estava gravando com o pessoal, organizando coisas da casa. Cerca de 20 minutos depois me ligaram dizendo que já estava pegando fogo”, contou.

O fogocomeçou por volta das 23h e se espalhando rapidamente pela estrutura. Equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar se deslocaram para local, e atuaram no controle das chamas e no isolamento da área.

Carlos também afirmou que, no momento do incêndio, não havia equipamentos ligados, já que a casa abriria apenas no sábado. Isso levanta dúvidas sobre o que teria provocado o início das chamas.

“Não tinha nada ligado. A gente só liga tudo quando vai abrir a casa. Estava tudo desligado.”, explicou.

Diante do cenário, o sócio afirmou que ainda é cedo para falar sobre reconstrução ou futuro do espaço, que marcou gerações em Cuiabá.

“Está tudo muito recente. A gente precisa entender o que aconteceu primeiro. Ainda não dá pra falar de reforma ou próximos passos”.


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