- CUIABÁ
- TERÇA-FEIRA, 14 , JULHO 2026
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos), minimizou a repercussão em torno das 56 demissões no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e classificou a situação como uma “polêmica desnecessária”. Para a imprensa nesta quinta-feira (22), ele afirmou que o mercado de trabalho tem vagas disponíveis e sugeriu que os profissionais desligados podem ser absorvidos rapidamente.
“Essa polêmica toda está cedendo e eu não sei nem por quê”, disse o governador, ao comentar o assunto.
A declaração ocorre após críticas sobre o desligamento de profissionais que atuavam há anos no serviço. Na sequência, o gestor pontuou que os trabalhadores dispensados podem arrumar outras ocupações. “Está cheio de emprego por aí. Não tem mão de obra no mercado, vocês sabem disso”, afirmou, em resposta às cobranças sobre o impacto social das demissões.
Segundo o secretário de Saúde, Juliano Melo, os desligamentos fazem parte de um processo administrativo e não representam desmonte do serviço. Ele explicou que os contratos encerrados eram temporários e tinham prazo definido. “Foi o Estado. Houve o vencimento desses contratos temporários, de dois anos”, declarou.
Melo também corrigiu o número de profissionais atingidos, reduzindo o total inicialmente divulgado. “Não são 56, são 38 que foram desligados. Foi só para fazer um ajuste das escalas entre as unidades”, pontuou.
Apesar das críticas, Pivetta garantiu que o atendimento do Samu será mantido e aprimorado com apoio do Corpo de Bombeiros. “O importante para o nosso povo é ter o serviço cada vez mais rápido, mais eficiente e melhor. O Samu vai continuar em colaboração com o Corpo de Bombeiros”, assegurou.
Ele ainda afirmou que novas contratações não estão descartadas, caso haja necessidade operacional. “A qualquer momento, havendo necessidade de repor profissionais, nós estamos lá para fazer isso”, concluiu.
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