- CUIABÁ
- QUARTA-FEIRA, 13 , MAIO 2026
O presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), Sérgio Ricardo, pregou a harmonia entre a Prefeitura e a Câmara de Várzea Grande em meio à escalada de conflitos na Cidade Industrial. Em entrevista ao FatoAgora, o chefe da Corte de Contas pontuou que o embate prejudica diretamente a população e afirmou que “onde não existe harmonia dentro da gestão e, principalmente, harmonia entre os poderes, a cidade perde”.
Ao comentar a situação, o conselheiro destacou que divergências entre gestores e parlamentares acabam travando obras, serviços e investimentos importantes para o município. Segundo ele, quando não existe entendimento entre os poderes, “o jogo é do perde-perde”, já que toda a sociedade sofre os impactos da desarmonia política. “Quando não há harmonia entre os poderes, todo mundo perde”, disse durante o lançamento da programação do aniversário de Sorriso (420 km de Cuiabá), na sede da prefeitura da cidade, nesta terça-feira (12).
Ao comentar o cenário atual do município, o presidente do TCE reconheceu o trabalho desenvolvido pela prefeita Flávia Moretti e pelo presidente da Câmara Municipal, Wanderlei Cerqueira, mas lamentou os recentes desgastes na relação institucional entre os dois poderes. “Eu sou presidente de uma instituição que torce pela gestão e pelos resultados, porque um dia vou fiscalizar o trabalho da Câmara e da Prefeitura. Então, eu fico triste porque sei que é o jogo do perde-perde”, declarou.
“O objetivo do gestor é a sociedade, é o povo. Não adianta você ficar ali com os egos aflorados. Prefeito não é importante, presidente de Câmara não é importante, importante é o povo”, afirmou o conselheiro ao defender que os interesses da população precisam prevalecer acima das disputas políticas.
O conselheiro também relembrou os conflitos entre o governador Mauro Mendes e o ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, nos últimos anos, classificando o período como uma “guerra” que trouxe prejuízos à população devido à paralisação de obras e dificuldades administrativas. “Foram oito anos de briga, uma guerra sanguinária, que aos políticos afetou apenas psicologicamente, mas à população afetou fisicamente, moralmente e na falta de obras”, disse.
Ainda durante a fala, ele ressaltou que respeita a classe política e reconhece o esforço de quem disputa eleições e assume cargos públicos. Para o presidente do TCE-MT, tanto Executivo quanto Legislativo precisam atuar de forma independente, mas mantendo diálogo e equilíbrio institucional em benefício da população. “Eles têm que respeitar aqueles que os colocaram no papel onde estão. E uma forma de retribuir é trabalhar, cada um fazendo o seu papel”, pontuou.
Ele finalizou defendendo que a harmonia entre os poderes é o caminho para garantir resultados positivos na administração pública e melhorar a qualidade de vida dos moradores de Várzea Grande. “Espero que em Várzea Grande e em outras cidades se compreenda que precisa de harmonia, porque o objetivo do gestor é a sociedade”, concluiu.
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