O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi (Podemos), vibrou o anúncio do governador em exercício Otaviano Pivetta (Republicanos) de que o primeiro trecho das pistas do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT) entre Cuiabá e Várzea Grande será entregue até o fim de junho. Contudo, o chefe do Legislativo afirmou que agora o Palácio Paiaguás tem o dever de cumprir com o prazo, diante da expectativa criada na população que aguarda a entrega do modal desde a Copa do Mundo de 2014.
“Eu fico feliz com o lançamento da data, porque agora nós temos uma data para cobrar. A população já tem uma expectativa e agora tem que cumprir essa data”, declarou o parlamentar.
O compromisso firmado pelo governo prevê a conclusão de uma faixa de 14 quilômetros entre o Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, e o Comando Geral da Polícia Militar, em Cuiabá. O trecho deverá ser entregue já sinalizado e liberado para funcionamento até o final de junho. A obra faz parte do Sistema BRT, projeto que substituirá o antigo VLT e prevê corredores exclusivos para ônibus de alta capacidade, estações modernas e integração do transporte coletivo entre Cuiabá e Várzea Grande.
A implantação do modal se arrasta há anos e provocou uma série de transtornos no trânsito da região metropolitana, principalmente em avenidas estratégicas como a do CPA, Fernando Corrêa e Prainha. Além do corredor exclusivo, o projeto também prevê obras de drenagem, calçadas, paisagismo e a criação de um parque linear na Avenida do CPA.
Max afirmou acreditar que Pivetta só anunciou o prazo porque recebeu garantias técnicas da equipe responsável pela obra. O presidente da Assembleia citou ainda o compromisso feito pelo governador com a entrega da unidade do Ganha Tempo do Pedra 90, que, segundo ele, foi concluída antes do prazo prometido. “Acredito que o governador não ia lançar uma data se não tivesse certeza dessa entrega”, afirmou.
Apesar do voto de confiança, o deputado deixou claro que o anúncio aumenta a pressão política sobre o governo. “Quando coloca a data, é ruim para o governo, porque o governo tem que cumprir essa data. Para nós, parlamentares, e para a imprensa, é muito bom, porque agora podemos cobrar de forma efetiva”, disparou.
O parlamentar também classificou a demora na implantação do modal como “uma obra vergonhosa para Mato Grosso” e afirmou que a população está cansada dos sucessivos atrasos. Segundo ele, qualquer mudança no sistema, como a discussão sobre ônibus híbridos ou elétricos, só deve ocorrer se não provocar novos adiamentos. “Se for atrasar mais, a população não aguenta, a Assembleia não aguenta. Nós não queremos mais atraso nessa obra”, concluiu.
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