terça-feira, 7 - julho 2026 - 23:41



TRETA NO GRUPO DE WHATS

Gemidos e xingamentos incomodam moradores de condomínio em VG; PRINTS


Da Redação / FatoAgora
Reprodução
Reprodução

Uma sequência de reclamações sobre barulho provocou uma acalorada discussão no grupo de moradores do Condomínio Parque Chapada dos Buritis, em Várzea Grande, nesta terça-feira (7). A troca de mensagens começou após uma moradora afirmar que recebeu uma “advertência” por causa do volume da televisão e, rapidamente, evoluiu para acusações de fiscalização seletiva, relatos de batuques de tambor, caixas de som, gritaria e até reclamações envolvendo “gemidos” vindos de apartamentos.

A moradora que iniciou o debate relatou que, por volta das 14h, um funcionário da ronda foi até seu apartamento após reclamações registradas na portaria sobre o barulho da televisão. Ela, no entanto, questionou a medida e sugeriu que estaria sendo alvo de tratamento diferente após tornar pública sua prática de filosofias xamânicas. “Não tô entendendo se é uma espécie de intolerância religiosa, visto que temos uma filosofia de vida diferente”, escreveu. Em seguida, afirmou que, desde então, “até o som da respiração está incomodando os vizinhos”.

Segundo a própria moradora, durante o período da reclamação havia outros ruídos no condomínio, como obras com parafusadeira e música em caixa de som em outro bloco, que, segundo ela, não teriam recebido o mesmo tipo de intervenção. Ela também lembrou de um episódio anterior em que teria sido alvo de reclamações porque seus filhos brincavam com o cachorro de vizinhos.

As práticas mencionadas pela moradora incluem o uso de tambor, considerado um dos principais e mais sagrados instrumentos do xamanismo. Na tradição xamânica, o som ritmado do tambor é utilizado em rituais por ser entendido como um meio de induzir estados meditativos.

Após o desabafo, outros condôminos passaram a relatar situações semelhantes. Um deles afirmou que adolescentes costumam se reunir na área de exercícios em frente ao Bloco 14, principalmente à noite, fazendo “gritos, risadas, baixarias e bastante barulho”, sem que, segundo ele, haja advertências da administração.

Outro morador criticou o que classificou como uma fiscalização desigual das regras internas. “O que causa incômodo não é a existência de regras, mas a impressão de que elas não são aplicadas de maneira igual para todos. Se um morador é advertido por ruído, enquanto em outro bloco há música em caixa de som, obras ou outros barulhos sem qualquer intervenção, cria-se uma sensação de fiscalização seletiva”, escreveu.

Na mesma manifestação, o condômino afirmou ainda que já teria comunicado diversas situações envolvendo segurança e manutenção, mas que os problemas permaneceriam sem solução. Para ele, a administração precisa agir com isonomia. “O que os moradores esperam não é a ausência de fiscalização, mas sim que ela seja exercida com imparcialidade, utilizando os mesmos critérios para todos.”

Outra participante do grupo reforçou as críticas e afirmou que moradores responsáveis por “xingamentos absurdos, gritaria” e outras perturbações também não estariam sendo notificados. “Eu acho incrível como as coisas aqui são seletivas né! Totalmente parciais”, escreveu.

A discussão ganhou um tom ainda mais inusitado quando a mesma moradora que havia mencionado as práticas xamânicas voltou a reclamar das notificações recebidas. “Já vieram várias vezes reclamar aqui que eu tava incomodando os vizinhos com a minha televisão, que minhas crianças brincando tava incomodando também. Eu nunca reclamei dos barulhos de ninguém”, afirmou. Em seguida, acrescentou: “Inclusive esses dias eu tava escutando gente tendo intimidades e gemendo alto e falando baixarias e não reclamei, fiquei na minha”.

Até a publicação da reportagem, a administração do residencial não havia se manifestado.


Entre no nosso canal do Whatsapp e receba noticias em tempo real. Clique Aqui
+