domingo, 23 - agosto 2026 - 17:32



DESAPARECIDOS

MT inicia coleta gratuita de DNA para localizar desaparecidos


Unidades da Politec vão disponibilizar exames para parentes de pessoas desaparecidas
Unidades da Politec vão disponibilizar exames para parentes de pessoas desaparecidas

Familiares de pessoas desaparecidas que ainda não forneceram material genético podem participar, a partir desta segunda-feira (24), da coleta gratuita de DNA em Mato Grosso. A iniciativa busca ampliar as possibilidades de identificação de pessoas desaparecidas e de restos mortais que ainda não foram reconhecidos oficialmente.

A ação integra a 4ª Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. No estado, o trabalho é realizado pela Polícia Civil, por meio do Núcleo de Pessoas Desaparecidas da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em parceria com a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

Entre os dias 24 e 28 de agosto, a coleta será intensificada em 17 unidades da Politec distribuídas por Mato Grosso. Apesar da mobilização nacional, o procedimento permanece disponível durante todo o ano para familiares que desejarem fornecer o material genético.

Atualmente, o banco estadual de perfis genéticos conta com 433 perfis de restos mortais ainda não identificados. As informações podem ser comparadas com amostras fornecidas por familiares de pessoas desaparecidas, aumentando as chances de encontrar correspondências e esclarecer casos que permanecem sem resposta.

Quem pode fornecer o DNA

A recomendação é que a coleta seja feita, preferencialmente, por familiares biológicos de primeiro grau. A ordem indicada pelas autoridades é:

  • pai ou mãe biológicos;
  • filhos biológicos, acompanhados também do outro genitor;
  • irmãos biológicos que tenham o mesmo pai e a mesma mãe.

Quando esses parentes não estiverem disponíveis, outros familiares poderão ser avaliados pelas equipes responsáveis para verificar a possibilidade de coleta.

Crianças também podem fornecer material genético, desde que estejam acompanhadas por um responsável legal.

Quem já participou anteriormente de uma coleta não precisa repetir o procedimento.

Documentos necessários

Para realizar a coleta, o familiar deve comparecer a um dos postos habilitados e apresentar um documento oficial de identificação.

Também é necessário informar os dados do Boletim de Ocorrência relacionado ao desaparecimento, como número do registro, estado onde o documento foi confeccionado e delegacia responsável pela investigação.

A apresentação de uma cópia do boletim é recomendada, mas não é obrigatória.

Caso o desaparecimento ainda não tenha sido registrado oficialmente, a família deverá procurar uma delegacia para fazer o Boletim de Ocorrência antes de realizar a coleta.

Coleta pode ser feita fora do local do desaparecimento

O familiar não precisa realizar o procedimento no município ou no estado onde a pessoa desapareceu. A coleta pode ser feita em qualquer um dos pontos disponíveis, independentemente do local em que o caso ocorreu.

Durante o atendimento, é necessário informar onde o desaparecimento foi registrado para que os dados sejam inseridos corretamente no sistema.

As informações genéticas também podem contribuir para investigações envolvendo pessoas desaparecidas em outros países, por meio do compartilhamento e da consulta a bancos internacionais de DNA.

Não há prazo para fornecer o material

Familiares de pessoas desaparecidas há meses ou até décadas também podem participar. Não existe prazo limite para a realização da coleta de DNA.

Caso a comparação genética resulte na identificação de uma pessoa desaparecida ou de restos mortais, um laudo oficial será produzido e encaminhado à delegacia responsável pela investigação.

A equipe policial ficará encarregada de entrar em contato com os familiares para comunicar o resultado e orientar sobre os procedimentos seguintes.

A mobilização tem como objetivo ampliar o banco de perfis genéticos e aumentar as chances de identificação de pessoas desaparecidas, oferecendo às famílias uma possibilidade de obter respostas sobre parentes cujo paradeiro permanece desconhecido.


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