- CUIABÁ
- TERÇA-FEIRA, 1 , SETEMBRO 2026
A Polícia Civil de Mato Grosso cumpre, na manhã desta terça-feira (1º), sete ordens judiciais contra um grupo criminoso suspeito de aplicar golpes pela internet a partir de Cuiabá. A ação faz parte da Operação Fake Eagle, deflagrada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul, e conta com apoio das equipes da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI) e da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO).
Ao todo, são três mandados de prisão preventiva e quatro de busca e apreensão, todos contra alvos localizados em Cuiabá. Os presos são apontados como integrantes do núcleo operacional da organização, enquanto os mandados de busca são cumpridos em endereços ligados aos investigados.
A investigação começou no Rio Grande do Sul após uma funcionária de uma empresa de Esteio receber uma mensagem pelo WhatsApp de um número que utilizava a fotografia do diretor da empresa. O criminoso solicitava uma transferência de aproximadamente R$ 29 mil. A tentativa de golpe não foi concluída porque a funcionária desconfiou da abordagem.
A partir da conta bancária indicada para receber o dinheiro, os investigadores chegaram a uma estrutura criminosa que atuava em Cuiabá. Segundo a Polícia Civil, o grupo utilizava contas bancárias de terceiros, chaves Pix, diferentes números de telefone, endereços eletrônicos e aparelhos celulares para dificultar a identificação dos envolvidos e o rastreamento dos valores.
Um dos números usados na tentativa de golpe tinha DDD 51, aparentemente vinculado ao Rio Grande do Sul. No entanto, dados das antenas de telefonia apontaram que a comunicação partiu de um terminal localizado em Cuiabá. Outros 14 números com o mesmo DDD também foram identificados durante as diligências.
A investigação apontou ainda que os criminosos utilizavam diferentes contas para receber e rapidamente transferir os valores, além de aparelhos e estruturas de conexão compartilhados entre os investigados. Para os policiais, os elementos indicam uma atuação coordenada entre os integrantes.
Nesta terça-feira, além das prisões, os policiais buscam apreender celulares, computadores, chips, cartões bancários, documentos, mídias de armazenamento e dispositivos de autenticação. O material deverá ser analisado para identificar novas vítimas e esclarecer a extensão da atuação do grupo.
Os investigados poderão responder por estelionato mediante fraude eletrônica, na forma tentada, e associação criminosa, além de outros crimes que eventualmente sejam identificados no decorrer das investigações.